Funai confirma morte de “índio do buraco”, último sobrevivente de sua comunidade


O último sobrevivente de uma etnia indígena não identificada, conhecido como “Índio Tanaru” ou “Índio do buraco”, foi encontrado morto, no último dia 23, segundo informações da Fundação Nacional do Índio (Funai).

O indígena vivia isolado e era monitorado por meio da Frente de Proteção Etnoambiental Guaporé, no estado de Rondônia há cerca de 26 anos.

“A Funai lamenta profundamente a perda do indígena e informa ainda que, ao que tudo indica, a morte se deu por causas naturais, o que será confirmado por laudo de médico legista da Polícia Federal“, comunicou a entidade.

Uma equipe responsável pela vigilância e monitoramento na região encontrou o corpo do indígena em sua rede de dormir no interior de sua palhoça, localizada na Terra Indígena Tanaru. Segundo relatos, “não havia vestígios da presença de pessoas no local, tampouco foram avistadas marcações na mata durante o percurso”, informou a Funai em comunicado.

Imagem de uma palhoça do índio do buraco divulgada em 2018 / Arquivi/Funai

Dentro da habitação, os pertences do indígena permaneciam em seus devidos lugares. De acordo com a Funai, a palhoça atual é a de número 53 nos registros da fundação — sendo que todas seguiam o mesmo padrão, com uma única porta de entrada/saída e sempre com um buraco no interior da casa.

Este conteúdo foi originalmente publicado em Funai confirma morte de “índio do buraco”, último sobrevivente de sua comunidade no site CNN Brasil.