IPCA-15 tem deflação recorde; política fiscal de 2023 segue incerta


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou, na manhã desta quarta-feira (24), a prévia da inflação do mês de agosto — o chamado IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15). Em recuo de 0,73%, a deflação do indicador foi a maior da série histórica, iniciada em novembro de 1991.

Segundo declaração do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, em evento no Chile na última terça, são grandes as chances da deflação durar três meses no Brasil, de julho passado ao próximo mês de setembro.

O principal motivo para a queda são as medidas de redução de impostos promovidas pelo governo. O presidente do BC, no entanto, faz a ressalva: embora a queda no preço de commodities como o petróleo empurre os números para baixo, a inflação no setor de serviços continua bastante pressionada e o período que se segue ainda é de muita incerteza.

No evento de terça-feira, Campos Neto ressaltou, sobretudo, que essa incerteza é fundamentada pelo cenário fiscal do país. “Não vamos celebrar a deflação, porque ainda temos um grande trabalho pela frente”, disse ele.

A política de gastos públicos do país é tema do episódio do CNN Money desta quarta, que adianta, também, um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Ibre), cujos economistas estimam a conta do risco fiscal de 2023 em até R$ 430 bilhões de reais, o equivalente a 4% do PIB.

Apresentado por Thais Herédia e Priscila Yazbek, o CNN Money apresenta um balanço dos assuntos do noticiário que influenciam os mercados, as finanças e os rumos da sociedade e das dinâmicas de poder no Brasil e no mundo.

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