Brasil deve ter maior queda de síndrome respiratória desde abril, estima Fiocruz


Os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) apresentam tendência de queda no longo prazo, considerando as últimas seis semanas. Os dados são do boletim InfoGripe, divulgado nesta quarta-feira (24) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Segundo o estudo, o cenário nacional tem potencial para superar positivamente os números de abril deste ano, que foram os mais baixos desde o início da pandemia de Covid-19.

O boletim é referente à semana epidemiológica de 14 a 20 de agosto, com base nos dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até 22 de agosto.

Na avaliação por estados, apenas Acre e Roraima apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo. Todos os demais estão em queda ou estabilidade. Quatro das 27 capitais estão com sinal de crescimento dos casos de SRAG. São elas: Boa Vista (RR), Rio Branco (AC), São Luís (MA) e Vitória (ES).

Nos adultos, a prevalência dos casos continua sendo de Covid-19. Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, 74,6% dos testes de SRAG foram positivos para o coronavírus.

Apesar da tendência de queda nacional no longo prazo, um dos destaques do levantamento é o aumento de casos de síndrome respiratória grave nas crianças até 11 anos, em especial na faixa etária de 5 a 11 anos. Na análise, há predomínio de resultados positivos para o rinovírus, vírus respiratório usual e sazonal. O diagnóstico foi observado especialmente nas regiões Centro-Oeste e Sul.

“Embora sejam vírus de menor preocupação em comparação ao SARS-CoV-2 (Covid-19), tal cenário reforça a importância de cuidados mínimos, como boa ventilação das salas de aula e respeito ao isolamento das crianças, com sintomas de infecção respiratória para tratamento adequado e preservação da saúde da família escolar”, comentou o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe.

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