Desigualdades regionais afetam resultados de desemprego no Brasil, diz economista


desemprego registrou queda em 22 dos 27 estados no segundo trimestre de 2022, em relação ao trimestre anterior, disse o IBGE na sexta-feira (12).  Os demais cinco estados tiveram estabilidade no período, mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) Trimestral.

O movimento reflete a queda generalizada na taxa de desocupação no último ano, que, de abril a junho, foi de 9,3%, uma queda de 1,8 ponto percentual (p.p.) ante o primeiro trimestre do ano (11,1%).

Porém, em entrevista à CNN, Bruno Imaizumi, economista da LCA Consultores, afirmou que as desigualdades regionais afetam resultados de desemprego no Brasil.

Ele destaca que a região Norte e Nordeste por ter uma infraestrutura menor se comparado com outros estados e um baixo nível de escolaridade, tende a ter uma renda per capita reduzida, o que afeta o emprego nesses locais.

Desemprego no Brasil / CNN

A maior queda foi em Pernambuco, com recuo de 3,5 p.p. na comparação trimestral. Na sequência, vêm Tocantins, Alagoas, Pará, Piauí e Acre, com quedas de cerca de 3 p.p..

As maiores taxas de desocupação foram da Bahia (15,5%), Pernambuco (13,6%) e Sergipe (12,7%), e as menores, de Santa Catarina (3,9%), Mato Grosso (4,4%) e Mato Grosso do Sul (5,2%).

Na comparação anual, todas as 27 unidades federativas tiveram “queda significativa da taxa de desocupação”, disse o instituto. O índice nacional estava em 14,2% há um ano.

Made with Flourish

As maiores taxas de informalidade foram registradas no Pará (61,8%), Maranhão (59,4%) e Amazonas (57,7%). Já as menores ficaram com Santa Catarina (27,2%), São Paulo (31,1%) e Distrito Federal (31,2%). A taxa geral no Brasil é de 40%.

Santa Catarina também apresenta a maior taxa de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, com 87,4%, seguido de São Paulo (81,0%) e Paraná (80,9%). As menores são do Piauí (46,6%), Maranhão (47,8%) e Pará (51,0%).

Futuro

O economista da LCA Consultores afirmou que haverá uma recuperação lenta e continua da renda no Brasil. Isso porque está ocorrendo uma reabertura da economia e com o arrefecimento da pandemia, serviços que antes não ocorriam por conta do isolamento social, voltaram à tona.

*Com informações de Ligia Tuon, do CNN Brasil Business

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