Contágio da varíola dos macacos não tem relação com orientação sexual, diz médico


O médico do Programa Global de HIV, Hepatites Virais e Infecciosas Sexualmente Transmissíveis da OMS, Marco Vitória, fez um alerta de que a estigmatização da varíola dos macacos prejudica o combate à doença.

Em entrevista à CNN Rádio, no CNN no Plural +, ele afirmou que, neste momento de escalada de casos, “é muito importante que as informações sejam colocadas de forma correta, para evitar ou minimizar o estigma de uma doença que ainda tem o comportamento investigado.”

O especialista reforça que “não há evidências de que homens que façam sexo com homens sejam mais suscetíveis à doença”: “O contágio se dá por contato próximo, independentemente de qualquer orientação sexual, ela se transmite entre homens, mulheres e crianças.”

Neste momento, ele pondera, a varíola dos macacos “tem sido mais documentada” entre homens que fazem sexo com outros homens.

Ele atribui isso por este grupo procurar mais o sistema de saúde.

O médico destaca que é preciso que se aprenda lições com a AIDS e como a estigmatização da doença pode ser prejudicial. “Ela dificulta para conseguir as informações e combater a doença, se não trabalhar de forma clara as notícias, vai gerar mais dificuldade de se entender o problema”.

Marco Vitória reforçou que ainda há muito o que se descobrir sobre a varíola dos macacos, já que é “tudo muito novo nessa área para saber como ela vai se comportar”.

Este conteúdo foi originalmente publicado em Contágio da varíola dos macacos não tem relação com orientação sexual, diz médico no site CNN Brasil.


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