Candidatos a presidente falam sobre a eutanásia 


A eutanásia é o ato de antecipar a morte de uma pessoa de maneira indolor para extinguir o sofrimento decorrente de uma doença. A legislação brasileira considera a prática um crime. Ela é tratada como homicídio, omissão de socorro ou auxílio ao suicídio.  

A pena prevista para quem praticar a eutanásia varia de dois a 20 anos de reclusão.  

Há países em que o procedimento é permitido. A Holanda foi o primeiro país europeu a legalizar e regulamentar a prática da eutanásia, em abril de 2002. No ano passado, ela passou a ser permitida na Espanha. 

Na América Latina, a eutanásia é permitida na Colômbia. 

A CNN perguntou aos pré-candidatos à Presidência da República o que eles pensam sobre a forma como a eutanásia deve ser tratada no Brasil. 

Confira abaixo as respostas: 

Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 

O candidato disse que não vai comentar sobre o assunto. 

Jair Bolsonaro (PL): 

O candidato não respondeu até o momento da publicação. 

Ciro Gomes (PDT): 

O candidato não respondeu até o momento da publicação. 

Simone Tebet (MDB): 

A candidata não respondeu até o momento da publicação.  

André Janones (Avante): 

O candidato não respondeu até o momento da publicação. 

Pablo Marçal (Pros): 

O candidato não respondeu até o momento da publicação.  

Vera Lúcia (PSTU): 

A eutanásia é tratada como homicídio na legislação brasileira, acho que isso é errado. Defendemos o direito à dignidade, até mesmo na morte. 

Sabemos que esse é um tema polêmico. Dois elementos fundamentais nesta polêmica são relativos ao direito de qualquer indivíduo de interromper deliberadamente sua própria vida e, particularmente, em relação a uma outra pessoa tomar essa decisão, diante da incapacidade do doente. 

Grupos religiosos e conservadores, utilizando argumentos muito semelhantes aos que condenam o aborto, insistem em afirmar que nenhum ser humano tem o direito sobre seu próprio corpo e, em última instância, sua própria vida. 

No caso da eutanásia, negar esse direito democrático, contudo, significa impor um sofrimento totalmente desumano a pessoas que são mantidas vivas às custas da dor, da total perda da consciência ou contra sua própria vontade, tendo em vista que já não podem sequer se movimentar. 

Há muita hipocrisia nos argumentos dos conservadores em defesa da vida. São esses mesmos setores os mais ardorosos defensores de práticas de extermínio, como a pena de morte e a guerra preventiva. Além disso, são eles também que conduzem e apoiam políticas que resultam na mistanásia, esta, sim, uma prática cruel que leva milhões de vidas a serem abreviadas em todo o mundo. 

Também conhecida por eutanásia social, a mistanásia foi definida pelo professor Leonard Martin como a morte miserável, fora e antes da hora, causada por três circunstâncias: primeiro, a grande massa de doentes e deficientes que, por motivos políticos, sociais e econômicos, não chegam a ser pacientes, pois não conseguem ingressar efetivamente no sistema de atendimento médico; segundo, os doentes que conseguem ser pacientes para, em seguida, se tornar vítimas de erro médico e; terceiro, os pacientes que acabam sendo vítimas da má-prática por motivos econômicos, científicos ou sociopolíticos. 

Amplamente praticada pelo capitalismo, a mistanásia aproxima-se muito de um outro tipo de prática, comumente citada nos argumentos de quem condena a eutanásia: a eliminação de pessoas, por determinação do Estado, por meio da eugenia, a chamada higienização social. 

Em diferentes momentos da história, governos e Estados defenderam e praticaram a eliminação de pessoas consideradas inadequadas para a sociedade: de deficientes físicos e mentais a portadores de doenças contagiosas, passando por gente tida como inadequada em relação ao racismo e a todo tipo de preconceito. Isso ocorreu em ampla escala na Alemanha de Hitler, mas também nos EUA e, até mesmo, no Brasil, nos anos 1930. 

É sobre a mistanásia que devemos concentrar nossa atenção. Esse tipo de extermínio social, expressão do capitalismo, precisa ser combatido. Sendo que sua eliminação total só ocorrerá em uma sociedade sem exploradores e explorados, sem desigualdade social, ou seja, uma sociedade socialista. 

Felipe d’Avila (Novo): 

O candidato não respondeu até o momento da publicação.  

José Maria Eymael (DC): 

O pré-candidato não respondeu até o momento da publicação. 

Leonardo Pericles (UP): 

O candidato não respondeu até o momento da publicação. 

Sofia Manzano (PCB): 

A candidata não respondeu até o momento da publicação.  

Debate

As emissoras CNN e SBT, o jornal O Estado de S. Paulo, a revista Veja, o portal Terra e a rádio NovaBrasilFM formaram um pool para realizar o debate entre os candidatos à Presidência da República, que acontecerá no dia 24 de setembro. 

O debate será transmitido ao vivo pela CNN na TV e por nossas plataformas digitais. 

Fotos – Os candidatos à Presidência 

 

Este conteúdo foi originalmente publicado em Candidatos a presidente falam sobre a eutanásia  no site CNN Brasil.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.