EUA realizam operação com navio de guerra em área reivindicada pela China


Um navio de guerra da Marinha dos Estados Unidos desafiou neste sábado (16) as reivindicações chinesas sobre ilhas disputadas no Mar da China Meridional, informou a 7ª Frota norte-americana em um comunicado – a segunda operação desse tipo nesta semana.

O destróier de mísseis guiados USS Benfold navegou perto das Ilhas Spratly – conhecidas como Ilhas Nansha na China – no sudeste do Mar da China Meridional em uma “operação de liberdade de navegação” (FONOP), segundo o comunicado da 7ª Frota.

A operação da Marinha dos Estados Unidos na cadeia de ilhas onde a China construiu fortificações militares em ilhas artificiais desafiou “as restrições de passagem impostas pela República Popular da China (RPC), Vietnã e Taiwan”, disse o comunicado.

“Em violação ao direito internacional, a RPC, o Vietnã e Taiwan pretendem exigir permissão ou notificação prévia antes que um navio militar se envolva em uma ‘passagem inocente’ pelo mar territorial no futuro”, acrescentou.

O termo “mar territorial” refere-se às águas dentro de 12 milhas náuticas do litoral de uma nação, conforme reconhecido pelo direito internacional.

Filipinas, Malásia e Brunei também reivindicam soberania sobre partes das Ilhas Spratly, mas a declaração da Marinha dos Estados Unidos não disse que seu navio de guerra estava desafiando qualquer uma de suas reivindicações.

A operação de sábado foi a quarta FONOP desafiando as reivindicações chinesas neste ano e a segunda realizada pelo Benfold nos últimos quatro dias, de acordo com declarações da Marinha.

Na quarta-feira (13), a embarcação realizou a mesma missão nas Ilhas Paracel, uma cadeia no norte do Mar da China Meridional conhecida como Ilhas Xisha na China, que também é reivindicada por Vietnã e Taiwan.

Pequim reagiu na quarta-feira e criticou a operação da Marinha.

“As ações dos militares dos EUA violaram seriamente a soberania e a segurança da China, prejudicaram seriamente a paz e a estabilidade do Mar da China Meridional e violaram seriamente a lei internacional e as normas das relações internacionais”, disse o coronel Tian Junli, porta-voz da Força Aérea do Exército Popular de Libertação (PLA), em um comunicado.

O PLA disse na quarta-feira que a Marinha dos Estados Unidos estava aumentando as tensões na região.

“Os fatos mais uma vez mostram que os Estados Unidos são um ‘criador de riscos no mar da China Meridional’ e ‘disruptores da paz e estabilidade regional’”, afirmou o comunicado do PLA.

Mas Washington diz que a imposição de reivindicações marítimas excessivas pela China e outros “representa uma séria ameaça à liberdade dos mares, incluindo as liberdades de navegação e sobrevoo, livre comércio e comércio desimpedido e liberdade de oportunidades econômicas”.

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