Premiê do Sri Lanka oferece renúncia após protestos na residência presidencial


O primeiro-ministro do Sri Lanka, Ranil Wickremesinghe, está disposto a renunciar para abrir caminho para um governo de todos os partidos, disse seu gabinete em comunicado neste sábado (9), depois que milhares de manifestantes invadiram a residência oficial do presidente em Colombo.

Soldados e policiais não conseguiram conter a multidão de manifestantes que cantavam exigindo a renúncia do presidente Gotabaya Rajapaksa, à medida que a raiva pública cresce pela pior crise econômica do país em sete décadas.

Os manifestantes também forçaram a passagem por portões de metal pesado no Ministério das Finanças e nos escritórios do presidente à beira-mar.

Rajapaksa deixou a residência oficial na sexta-feira como medida de segurança antes da manifestação planejada para o fim de semana, disseram duas fontes do Ministério da Defesa.

A Reuters não pôde confirmar imediatamente o paradeiro do presidente.

Wickremesinghe conversou com vários líderes de partidos políticos para decidir quais medidas tomar após os distúrbios.

“Wickremesinghe disse aos líderes do partido que está disposto a renunciar ao cargo de primeiro-ministro e abrir caminho para que um governo de todos os partidos assuma”, disse seu gabinete em comunicado.

Wickremesinghe também foi transferido para um local seguro, disse uma fonte do governo à Reuters.

Líderes de vários partidos da oposição também pediram a renúncia de Rajapaksa.

“O presidente e o primeiro-ministro devem renunciar imediatamente. Se isso não acontecer, a instabilidade política vai piorar”, disse o líder do Partido da Liberdade do Sri Lanka e ex-presidente Maithripala Sirisena, falando antes de Wickremesinghe ter oferecido sua renúncia.

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