Maracanã manda forte recado ao Vasco e dispara: “Tenta se vitimizar”


Vasco publicou uma carta aberta e mostrou insatisfação em relação ao consórcio do estádio

O Vasco da Gama divulgou uma carta aberta reclamando de algumas questões relacionadas ao Maracanã, como o preço do aluguel. Neste domingo (12), o consórcio do estádio respondeu o clube em nota oficial e negou que haja um tratamento diferenciado em comparação com os outros clubes do Rio de Janeiro que usam o local para jogos.

A reclamação do Vasco inclui uma suposta falta de direito em relação à receita dos bares. Como justificativa, o consórcio do Maracanã argumenta que Flamengo e Fluminense, os outros clubes que usam o estádio, também não têm esse direito. Em um trecho, a nota diz que o clube tenta “se vitimizar”.

Em clássico nacional no Brasileirão Série B, o Vasco da Gama venceu o Cruzeiro por 1 a 0 e se firmou ainda mais no G4 da competição, com 24 pontos, quatro a menos que o líder mineiro.

Confira parte da nota do Maracanã na íntegra:

Inicialmente, se faz necessário destacar que não são verdadeiras as alegações do Club de Regatas Vasco da Gama (“CRVG”) de que seja injustificada e de que não tenha sido fundamentada a cobrança do valor de 250 mil reais como contrapartida para a utilização do COMPLEXO MARACANÃ. É lamentável que o CRVG esteja utilizando uma questão extremante simples para se vitimizar e atrair para si a opinião pública

Convém esclarecer que, o Clube de Regatas do Flamengo (“Flamengo”) e o Fluminense Football Club (“Fluminense”), enquanto permissionários do Maracanã, têm direito legal e contratual de usar o estádio por qualquer valor ou mesmo de graça. Por outro lado, terceiros que desejem utilizar o estádio, sejam clubes ou entidades de administração desportiva, deverão pagar, em contrapartida à referida utilização, um valor que seja suficiente para suportar o enorme custo do Maracanã.

Não existe, portanto, qualquer tratamento diferenciado ou anti-isonômico. O COMPLEXO MARACANÃ, quando questionado pelo CRVG, prontamente esclareceu que suas premissas estavam equivocadas, na medida em que o CRVG pretendia ter tratamento de custo igual ao dos permissionários, o que é inviável, na medida em que são eles que custeiam, mensalmente, todos os custos e despesas para manutenção e aprimoramento da infraestrutura do Estádio do Maracanã e respondem, assim, pelo resultado final da exploração econômica do estádio

FLAMENGO e FLUMINENSE são co-permissionários em razão da celebração de Permissão de Uso do Complexo Maracanã (“TPU”), de modo que o valor de R$ 90.000,00 (noventa mil reais), que costumam constar dos borderôs dos jogos realizados por estas equipes no estádio, refletem apenas uma rubrica para fins contábeis, não sendo efetivamente o preço de aluguel do estádio

Conforme acima informado, o valor de R$ 90.000,00 (noventa mil reais) poderia até mesmo não existir (e deixará de existir porque está sendo desvirtuado de má-fé) já que os permissionários custeiam toda a infraestrutura do Maracanã, sendo responsáveis pelas despesas com manutenção, conservação, pagamento da outorga e demais obrigações constantes do TPU

O valor cobrado se justifica para equilibrar todos os investimentos, custos fixos e pagamento da outorga ao Estado. Portanto, não faz sentido e não seria justo o COMPLEXO MARACANÃ subsidiar o CRVG ou qualquer outra agremiação.

O próprio CRVG e o Botafogo de Futebol e Regatas (“BOTAFOGO”), por exemplo, nada cobram de si mesmos em seus estádios (preferem não fazer uma linha contábil de provisão aos custos) nos jogos que mandam em São Januário ou no Nilton Santos.

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