Mon dieu! Os exorbitantes preços para ver a final da Champions


Anfitriã da decisão da Liga dos Campeões em cima da hora, Paris não tem tido dó dos torcedores de Liverpool e Real Madrid: no final de semana do grande duelo deste sábado, 28, a partir das 16h (de Brasília) está tudo caro, caríssimo, na capital francesa, de passagens a hospedagem até o ingresso do jogo.

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Este ano, a final da Liga dos Campeões não era para ser em Paris. Até 23 de fevereiro deste ano, o megaevento estava marcadíssimo para a Gazprom Arena, em São Petersburgo, onde, certamente o todo-poderoso presidente russo, Vladimir Putin, nascido na cidade, marcaria presença na tribuna de honra, com ar triunfal.

Eis que Putin decidiu invadir a Ucrânia e iniciar uma guerra. Sem condições de realizar o evento em um país que virou pária, o esloveno Aleksander Ceferin decidiu transferir o jogo para Paris. Localizado em Saint-Denis, nos arredores de Paris, o Stade de France continua impressionante, com seus 80 mil lugares.

A última decisão da Liga dos Campeões que recebeu foi em 2006, quando o Barcelona ganhou do Arsenal, por 2 a 1, em uma noite na qual o brasileiro Beletti tinha sido herói. Paris tem diversas vantagens: a cidade é linda, há voos para todas as partes da Europa e do mundo, habituada a receber turistas e tem uma das maiores ofertas de leitos da face da Terra: 80.000 camas, fora a oferta das cidades vizinhas. Na edição deste ano, a mudança de última hora veio acompanhada de uma brutal explosão nos preços.

Maio, que já costuma ser um mês de alta na cidade, por causa da chegada do feriado da Ascensão do Senhor, comemorado na última quinta-feira de maio, na França (e que é emendado, na sexta, como uma espécie de tradição nacional), e do torneio de tênis, em Roland Garros, virou uma loucura de preços.

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Em um hotel categoria duas estrelas a metros da Torre Eiffel, os preços quase quadruplicaram: dos 180 euros cobrados, normalmente, a suíte, com café da manhã incluído, passou para 580 euros, lembrando que a moeda europeia está cotada atualmente em 5 reais. No sábado do jogo, no site Booking.com, hotéis modestos cobravam a partir de 280 euros pela diária. Hotéis intermediários? Cerca de 1.700 euros, cinco vezes o preço normal, para esta época do ano.

Em Saint-Denis, não muito longe do estádio, um apartamento de 40 m2 era oferecido por 450 euros a noite. Por mês, o aluguel de um imóvel deste tipo na região custa cerca de 800 euros mensais. Ficar em uma suíte dupla, no Hotel Edouard 7, um hotel-boutique, na região da Ópera, custava 45.930 reais, no dia do jogo.

Horas antes do pontapé inicial, as passagens de trem e avião, também, dispararam. No sábado, encontrar um lugar de ida no Eurostar, que partia da estação St-Pancreas, em Londres, para a Gare du Nord, em Paris, custava 264 libras esterlinas, no mínimo. De avião, não havia nada por menos do que 600 euros. Ir de carro também não era uma opção econômica: cruzar o Canal da Mancha custava 170 libras esterlinas.

Mesmo assim, Paris foi invadida. Até no voo de Dubai a Paris, na véspera do jogo havia torcedores do Liverpool, Na manhã de sábado, a estimativa era que 70 000 torcedores dos Reds estavam na cidade. Detalhe: apenas 22.000 deles tinham bilhetes para a final, cujos preços oficiais variavam de 70 a 690 euros (até 3.500 reais). A imensa maioria deles está concentrada na Cours de Vincennes, onde foi montada uma estrutura para receber 44 000 pessoas, com direito a um telão, que transmitirá o jogo.

A pista para saber onde estão são os cartazes “beer and sandwich” (cerveja e sanduíche), nos bares. E a bebida corre solta, cerveja, invariavelmente, desde as primeiras horas da manhã. E que será servida, em abundância, mesmo depois da Lei seca, que vigorará em bares e restaurantes a partir das 6 da tarde de sábado.

Aos torcedores do Real Madrid foi destinada uma outra fan-zone, a cerca de 100 metros do Stade de France, com capacidade para 6.000 pessoas.

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