Premiações pelo mundo destacam produção brasileira de azeites


Mais um reconhecimento internacional provando que os azeites brasileiros estão no caminho certo. O Sabiá, azeite que nasceu nas oliveiras de Santo Antônio do Pinhal, na Serra da Mantiqueira, acaba de entrar para a lista dos 10 melhores do mundo.

A escolha aconteceu em abril durante o Evooleum Awards, premiação realizada há 20 anos na Espanha, e que tem a Associação Espanhola de Municípios Olivais (AEMO) por trás. O Sabiá foi o único azeite fora da Europa a entrar para o top 10 do ranking.

A produção do Sabiá é conduzida pela jornalista Bia Pereira e o administrador e publicitário Bob Vieira da Costa, que mergulharam na olivicultura em 2014 e, desde então, já produziram três safras e ganharam mais de 40 prêmios, entre eles o de Melhor Azeite Médio Frutado do Mundo, pelo Guia Italiano Lodo Guide, e como Melhor Azeite do Hemisfério Sul, a respeitada e rigorosa premiação italiana, Leone D’Oro.

Azeite Sabiá entre dos 10 melhores do mundo/ Willy Biondani/Divulgação

Mas como o CNN Viagem e Gastronomia já mostrou por aqui, os azeites brasileiros têm aroma, textura e sabores únicos, principalmente os produzidos na região da Serra da Mantiqueira. São diversas fazendas cultivando um produto como em nenhum outro lugar do mundo, graças à técnicas exclusivas, infraestrutura, equipe multidisciplinar e, claro, ao nossa clima e à nossa terra.

E além do Sabiá, outras marcas também já se destacaram em importantes premiações. Uma delas vem da Fazenda Irarema, que fica em São Sebastião da Grama, interior de São Paulo. A produção por ali também começou em 2014 e o azeite da primeira safra, o extravirgem intenso de blend de azeitonas e acidez de 0,2%, já ganhou medalha de melhor azeite do mundo no World Olive Oil Competition, em 2018.

Já a Oliq, dos sócios Cristina Gonçalves Vicentim e o casal Vera Masagão Ribeiro e Antônio Gomes Batista, possui mais de 13 mil pés de oliveiras plantadas na região de São Bento de Sapucaí (SP) – destaque para os azeites aromatizados, com limão siciliano, alecrim ou manjericão, que são colocados no azeite e filtrados após até 48 horas.

A marca já se destacou no Brazil International Olive Oil Competition e, em 2020, foi selecionado para o Flos Olei, considerado o guia de azeites mais importante do mundo.

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Outra produção premiada vem da Casa Mantiva, das oliveiras da Fazenda Jequitibá, em Consolação, Minas Gerais. Só em 2021, os azeites de oliva que saem dali, a maioria extravirgem, ganharam dois reconhecimentos no World Olive Oil Competition, com o seu Reserva Mantiva, que levou medalha de ouro também em 2019, e o Casa Mantiva Koroneiki, que levou medalha de prata.

Do sul do Brasil, outras produções se destacam e também já receberam diversos reconhecimentos. Um exemplo que não pode faltar é o Olivas do Sul, o primeiro azeite extravirgem a ser comercializado no Brasil, em Cachoeira do Sul (RS), marcando o início da história da olivicultura no país, em 2006.

Foi também o primeiro a aparecer no Flos Olei – o catálogo reúne os melhores 500 azeites do mundo -, e entre vários prêmios, em 2021 foi medalha de ouro durante o Dubai Olive Oil Competition, com o seu Blend Riserva d’oro.

Já em Caçapava do Sul (RS), o Prosperato é um dos maiores produtores de azeite extravirgem do Brasil – e também um dos mais premiados – só em 2021, foram 15 prêmios em competições na Grécia, Israel, Itália, Estados Unidos.

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