Ensino integral coloca alunos um ano à frente, aponta estudo


Um estudo realizado com estudantes do ensino médio em Pernambuco apontou que a escola em tempo integral possibilitou ganhos significativos na aprendizagem.

Ao analisar o desempenho dos alunos em avaliações oficiais, o trabalho mostrou, isolando outros fatores, que o desempenho nas matérias de português e matemática saltou mais de um ano com a expansão da carga horária.

Em entrevista à CNN Rádio, um dos responsáveis pela pesquisa, o economista Leonardo Rosa explicou que o ensino integral é uma forma de tentar igualar o ensino brasileiro com o de outros países.

“O estudo que a gente realizou, da perspectiva comparada com outros países, mostra que o Brasil tem uma carga horária baixa para estudantes do ensino médio. O país acaba ficando na lanterna em relação à carga horária. Se pensarmos como outros países fizeram uma educação que deu certo, um dos elementos é o estudante ficar mais tempo na escola, para ter mais oportunidades de aprendizagem”, disse ele.

Países de nível de desenvolvimento semelhante ao do Brasil, como o Chile, já adotaram uma política muito mais agressiva porque entenderam que a escola cumpre um papel multidimensional na vida do estudante.

O levantamento também apontou que o ensino em tempo integral pode combater a desigualdade educacional no país, entre diferentes estados e municípios. Se forem instaladas em áreas mais vulneráveis, a escola pode cumprir um papel para além da aprendizagem.

“Em Pernambuco, 70% das matrículas de ensino médio estão em escolas de tempo integral. Qualquer estudante que queira ir para uma escola com carga horária ampliada tem uma vaga, ou seja, todos estão cobertos, se torna uma política universal”, concluiu o pesquisador.

Este conteúdo foi originalmente publicado em Ensino integral coloca alunos um ano à frente, aponta estudo no site CNN Brasil.


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