Gravações feitas em cilindros de cera serão ouvidas depois de um século


Muito antes dos streamings de música, dos CDs, das fitas cassete e dos discos de vinil, existiam… cilindros de cera. Eles foram revolucionários na década de 1890, pois permitiam que as pessoas gravassem os sons que quisessem e os reproduzissem a partir de um fonógrafo. 

Inventado por Thomas Edison em 1877, o fonógrafo foi o primeiro meio comercial para gravação e reprodução de som. Ele funcionava com duas agulhas, usadas para gravar sons nos cilindros ou para reproduzi-los. Você pode entender melhor o processo no vídeo abaixo:

Agora, uma coleção de cilindros, com registros misteriosos, será finalmente ouvida – e disponibilizada online.

Os cilindros pertencem à Biblioteca Pública de Nova York (NYPL, na sigla em inglês), e estão guardados há pelo menos 100 anos. Eles não foram reproduzidos em um fonógrafo porque são muito frágeis: podem rachar depois de tocados algumas vezes ou até se forem segurados por muito tempo com as mãos.

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É uma questão de cuidado com esses materiais históricos – e que torna o conteúdo de alguns cilindros, não identificados com rótulos, um enigma. Existe, por exemplo, uma caixa deles que foi encontrada em 2016 e contém apenas a indicação: “Presente de Mary Dana para a Biblioteca Pública de Nova York em 1935”.

Agora, chegou o momento de descobrir o conteúdo dos cilindros, porque a biblioteca adquiriu um aparelho chamado Endpoint Cylinder and Dictabelt Machine, que pode digitalizar até cilindros rachados ou quebrados.

A máquina recém-adquirida pela biblioteca tem uma combinação de laser e agulha, por isso é capaz de reproduzir e digitalizar o conteúdo dos cilindros fonográficos sem riscos à integridade do material (você pode conferir como o aparelho funciona neste site). O processo de digitalização dos cilindros da NYPL levará alguns anos. Ao final, o conteúdo será disponibilizado online.

Os cilindros podem guardar desde óperas a gravações caseiras de festas e conversas quaisquer. Alguns deles não são misteriosos: a biblioteca tem, por exemplo, uma coleção chamada “Mapleson Cylinders”. São cilindros que contêm ensaios e apresentações da Metropolitan Opera da virada do século passado, que representam as primeiras gravações extensas ao vivo da história.

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