Nenhum civil será retirado de Mariupol nesta sexta, diz vice-premiê da Ucrânia


Nenhum corredor humanitário deve funcionar, nesta sexta-feira (22), na cidade ucraniana de Mariupol. De acordo com a vice-primeira-ministra do país, Iryna Vereshchuk, não foi possível chegar em acordo sobre retirada de civis com os russos por conta do “perigo nas rotas”.

“Para todos aqueles que esperam ser evacuados: sejam pacientes, por favor, esperem!”, escreveu no Facebook.

Autoridades ucranianas pediram repetidamente aos russos que garantam a passagem segura de civis, principalmente aqueles presos na cidade sitiada de Mariupol.

Pavlo Kyrylenko, governador da região de Donetsk, disse que 79 moradores da cidade sitiada de Mariupol foram retirados com segurança para Zaproizhzhia na quinta-feira (21), acrescentando que quase 100 mil moradores de Mariupol já chegaram a Zaporizhzhia.

No entanto, as operações de evacuação de Mariupol foram repletas de perigos, pois os corredores de passagem segura falharam em várias ocasiões devido aos ataques das forças russas na área.

O prefeito de Mariupol apelou, nesta sexta-feira, pela “evacuação total” da devastada cidade no sul da Ucrânia, que o presidente Vladimir Putin diz ser agora controlada por forças russas.

“Precisamos apenas de uma coisa: a evacuação total da população. Cerca de 100 mil pessoas permanecem em Mariupol”, disse o prefeito Vadym Boichenko em rede nacional.

Boichenko, que não está mais em Mariupol, não forneceu nenhuma atualização sobre qualquer combate dentro ou ao redor da cidade portuária do Mar de Azov.

O prefeito disse à Reuters na quinta-feira que Putin sozinho pode decidir o destino dos civis ainda presos em Mariupol, cenário da pior crise humanitária da guerra na Ucrânia, que começou em 24 de fevereiro.

Putin disse na quinta-feira que as tropas russas “libertaram” Mariupol, o que a tornaria a maior cidade a cair em mãos russas desde o início do que Moscou chama de “operação militar especial”.

Mas um contingente de combatentes ucranianos ainda está resistindo nos bunkers subterrâneos do complexo siderúrgico Azovstal, ao lado de centenas de civis em condições desesperadoras, segundo autoridades ucranianas.

Apesar do apelo de Boichenko, a vice-primeira-ministra Iryna Vereshchuk disse que a Ucrânia não está tentando estabelecer nenhum corredor humanitário para civis na sexta-feira “devido ao perigo nas rotas”.

As esperanças de evacuar mais civis da cidade oriental de Rubizhne, onde houve intensos combates, foram frustradas pelo fogo da artilharia russa, disse o governador regional Serhiy Gaidai.

A Rússia não comentou imediatamente as observações de Vereshchuk ou Gaidai. Moscou negou ter visado civis e culpa a Ucrânia pelo repetido fracasso dos esforços para organizar corredores humanitários para civis.

Este conteúdo foi originalmente publicado em Nenhum civil será retirado de Mariupol nesta sexta, diz vice-premiê da Ucrânia no site CNN Brasil.


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