Jejum intermitente promove perda de peso mais rápida? Estudo contesta


Um novo estudo feito na Southern Medical University, da China, traz evidências de que o jejum intermitente não leva à perda de peso mais rápida quando comparado às dietas tradicionais de restrição calórica.

A estratégia, que preconiza longos períodos sem comer, é seguida por celebridades como Deborah Secco, Glória Maria, Mayra Cardi, Jennifer Aniston e Nicole Kidman. E, dentro de suas vantagens, estaria justamente a perda de peso rápida.


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Publicada na revista científica New England Journal of Medicine, nessa quinta-feira (21/4), a pesquisa foi realizada com 139 pessoas obesas. Os participantes foram divididos em dois grupos: o primeiro podia comer apenas entre às 8h e às 16h e o segundo estava liberado para se alimentar a qualquer momento.

Ambos os grupos seguiram um plano alimentar com restrição de calorias ao longo de um ano. Os homens deveriam consumir entre 1.500 a 1.800 calorias por dia e as mulheres de 1.200 a 1.500 calorias, cerca de 25% menos calorias do que a ingestão diária indicada em dietas tradicionais.

Ao final do estudo, os que seguiram o jejum intermitente haviam perdido, em média, 8 quilos, e os que fizeram apenas a restrição calórica perderam, em média, 6,3 quilos. A diferença, entretanto, não foi considerada significativa pelos pesquisadores e não foram observadas alterações significativas em relação à circunferência da cintura, gordura corporal ou massa magra entre os participantes dos dois grupos.

Segundo os pesquisadores, os resultados mostram que a restrição de calórica é a principal responsável pela perda de peso e não as limitações relacionadas aos horários. “Não houve diferença significativa entre os dois grupos na mudança de peso”, avaliaram os pesquisadores no artigo.

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