Parlamentares dos EUA enviam carta ao Facebook sobre desinformação russa na plataforma


Um grupo de 21 parlamentares dos Estados Unidos enviou uma carta ao presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, nesta quarta-feira (20), expressando preocupação com o que chamaram de desinformação na plataforma destinada a pessoas que têm o idioma espanhol sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia.

A desinformação é espalhada por meios de comunicação apoiados por Moscou, como RT en Espanol, entre outros, disse à carta dos senadores Amy Klobuchar e Ben Ray Lujan e o deputado Tony Cardenas e 18 outros.

“O Facebook falhou continuamente em mostrar que está abordando adequadamente esse problema para as comunidades de língua espanhola, e o sucesso dos veículos patrocinados pela Rússia em excluir o ecossistema de informações para falantes de espanhol serve como prova desse fato”, escreveram os legisladores.

“A disseminação viral dessas narrativas contrasta fortemente com as garantias que o Meta fez ao público e aos membros do Congresso de que está priorizando as necessidades urgentes das comunidades hispânicas nos Estados Unidos”, dizia a carta.

O Facebook, agora chamado de Meta Platforms FB.O, disse em comunicado que está trabalhando para acabar com a desinformação em espanhol.

“Estamos removendo conteúdo relacionado à guerra na Ucrânia que viola nossas políticas e trabalhando com verificadores de fatos terceirizados para desmascarar alegações falsas. Quando eles classificam algo como falso, movemos esse conteúdo para baixo no feed para que menos pessoas o vejam”, disse o porta-voz Kevin McAlister, que disse que a empresa também estava “aplicando rótulos a editores de mídia controlados pelo Estado, incluindo aqueles citados na carta”.

A carta foi assinada por sete senadores e 14 deputados, muitos deles de estados como Califórnia e Nova York com populações expressivas de língua espanhola.

Este conteúdo foi originalmente publicado em Parlamentares dos EUA enviam carta ao Facebook sobre desinformação russa na plataforma no site CNN Brasil.


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