Saque extraordinário do FGTS: saiba como usá-lo da melhor maneira


Começa nesta semana, a partir de quarta-feira (20/4), o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Trabalhadores nascidos em janeiro poderão sacar entre R$ 500 e R$ 1 mil, a depender do saldo. Basta ter uma conta no Caixa Tem e no aplicativo do FGTS.

A liberação ocorre em um momento financeiramente crítico no Brasil. Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC), o endividamento das famílias brasileiras bateu recorde em 2021, com uma média de 70,9%. Em relação ao ano anterior, o crescimento é de 4,4 pontos percentuais.

Neste cenário, fica uma dúvida para algumas famílias: vale a pena sacar o FGTS para investir?

De acordo com o educador financeiro do Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil Sicoob, Eduardo Trigueiro, é preciso ter em mente a finalidade do FGTS antes de tirar o dinheiro.

“Ele é um fundo criado para que o trabalhador, em caso de demissão, por exemplo, não fique desamparado. Além disso, quando ele se aposenta, tem uma poupança forçada”, explica.

“O que nós sempre indicamos aqui no Instituto Sicoob é que as pessoas tenham plena consciência sobre o uso do dinheiro. Esse saque vem a calhar em um momento em que muitas famílias estão endividadas, então essa utilização é muito nobre”, completa.

O trabalhador pode encontrar rendimentos maiores até em investimentos mais básicos e seguros, diz Trigueiro. Atualmente o rendimento fixo do FGTS é de 3% ao ano, enquanto a Taxa Selic, um dos principais indicadores de referência da renda fixa, está no patamar dos 11,75% para o mesmo período.

“Uma aplicação em renda fixa, com baixo risco, pode já conferir quase quatro vezes o rendimento do FGTS. Então só esse fato já traz como uma vantagem sacar esse dinheiro nesse momento para, de repente, fazer uma aplicação diferente”, afirma Trigueiro.


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Renegociar dívidas

Para quem está endividado, pode ser vantajoso utilizar o valor sacado para fazer uma renegociação de dívidas, mesmo no caso de cartões de crédito com fatura atrasada e alta taxa de juros, ou cheque especial. As possibilidades de utilização variam de acordo com o perfil de cada pessoa.

“Se o dinheiro ficar parado, você vai ter uma perda inflacionária. Ou seja, com o passar do tempo, o dinheiro perde o valor de compra, porque o preço dos itens acaba aumentando. Com esses mil reais parados lá na conta, cada vez menos você vai ter a possibilidade de comprar aquilo de que você precisa”, detalha Trigueiro.

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