Lá vem eles de novo: conheça técnico alemão anunciado por time do ES


O Estrela do Norte, do Espírito Santo, decidiu seguir a tendência de equipes grandes do Brasil e contratou um técnico estrangeiro. Após a eliminação nas quartas de finais do campeonato estadual, a equipe capixaba demitiu o técnico Antônio Carlos Roy e contratou um alemão: Andre Visser.

O treinador de 38 anos foi anunciado por meio das redes sociais do clube e vai treinar o Estrela na Copa Espírito Santo, que começa em maio.


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Meio alemão e meio brasileiro

Nascido em Bremerhaven, no leste da Alemanha, Andre é filho de pai alemão e mãe brasileira. No entanto, quase não falava português em casa e fez sua carreira na Europa. Ele foi goleiro e rodou por clubes de divisões inferiores do futebol local, incluindo uma passagem pelo sub-23 do Eintracht Frankfurt, além de jogar em Portugal.

Após o período em terras lusitanas, voltou para a Alemanha em 2015, quando começou a estudar para se tornar treinador. Chegou a conseguir a licença A da União das Federações Europeias de Futebol (UEFA), e enquanto estudava trabalhou nas categorias de base da federação alemã de futebol.

Sonho

Com sangue brasileiro, mudou-se para o Espírito Santo em 2019. Apesar do sotaque e de ter vivido quase a vida inteira na Alemanha, Visser não esconde a brasilidade que tem: “Eu me sinto mais brasileiro do que alemão, porque aqui eu tenho família, minha família é do Brasil. Tia, tios, primas, primos, as melhores lembranças que eu tenho sempre foram no Brasil.” 

“Eu não vim para cá por causa do futebol, sinceramente. Eu joguei na Alemanha e um pouco em Portugal, fui lá para estudar. Mas meu sonho sempre foi viver aqui. Eu amo esse país, eu amo essas pessoas”, explica.

E a paixão pelo país não se limita apenas a aspectos familiares: o técnico afirma que não conseguiu assistir o 7 a 1 até o final. “Foi um dia que doeu, de coração. Só porque meu português não é 100% não significa que meu coração não é brasileiro”, declara.

Inclusive, foi apenas em 2021 que voltou a comandar uma equipe de futebol, quando foi contratado pelo Rio Branco-ES. Visser teve duas passagens rápidas pela equipe capixaba em 2021, com direito a um feito histórico: classificou o Capa-Preta para a segunda fase da Copa do Brasil pela primeira vez na história do clube. Apesar disso e do aproveitamento de 51%, decidiu se afastar após a eliminação na Série D alegando falta de planejamento do time.

Referência campeã

Para o alemão, seu compatriota Thomas Tuchel, que foi campeão da Champions League em 2021 com o Chelsea, serve como maior inspiração no esporte.

Visser ainda afirma que há técnicos melhores do que o badalado Pep Guardiola, considerado um dos maiores treinadores da última década: “Muitas pessoas falam sobre Pep Guardiola, o maior técnico do mundo. Na verdade eu acho que não. Eu sinceramente acho que tem técnicos melhores, se alguém gasta um bilhão de euros e não ganha a Champions, não pode ser o melhor do mundo.”

Entre os treinadores citados, há alguns alemães, como Jürgen Klopp, do Liverpool, e Julian Nagelsmann, do Bayern de Munique. Aplicar a filosofia alemã de futebol, desde a pressão no ataque dentro de campo até a organização na estrutura do clube como um todo são aspectos que Visser gostaria de ver enquanto estiver trabalhando como treinador no Brasil.

“Eu gosto de vestiário, adoro vestiário. Mas ao mesmo tempo preciso de muito respeito, preciso de disciplina, preciso de organização, estrutura”, explica o alemão.

(*) Nicolau Ferraz é estagiário do Programa Mentor e está sob supervisão da editora Maria Eugênia

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