Guedes tenta se desvincular de indicação na Petrobras


O ministro da Economia, Paulo Guedes, tem dito a interlocutores que não indicou seu secretário especial de gestão, Caio Paes de Andrade, para o comando da Petrobras.

Mal teve o nome cogitado, Andrade teve sua capacidade técnica para assumir o posto questionada. Nesta quarta-feira, ao ser perguntado sobre a possível indicação de Paes de Andrade, o vice-presidente da República Hamilton Mourão declarou que “na realidade ele não tem experiência nessa área de óleo e gás. Ele tem uma experiência como gestor, mas não especificamente nessa área, e pelas próprias regras de compliance e accountability da Petrobras, fica difícil você trazer alguém que não tem experiência nessa área.”

Em meio às incertezas, Guedes tem afirmado que não se mete na área dos outros e atribui a responsabilidade pelas indicações do setor ao ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. O ministro da Economia, no entanto, foi o responsável direto pela indicação do primeiro presidente da Petrobras na gestão Bolsonaro, o economista Roberto Castello Branco. Na ocasião, Guedes sugeriu como opções para a Petrobras tanto o nome de Castello Branco quanto o de Wilson Ferreira, ex-presidente da Eletrobras.

Após uma sequência de indicações frustradas, o ministro Bento Albuquerque afirmou à CNN que antes de anunciar o nome dos novos indicados adotará “muita prudência, responsabilidade e habilidade”. Ele se reuniu nesta terça-feira com o presidente Jair Bolsonaro, mas não houve definição. Diante da dificuldade em chegar ao nome, o governo não descarta mudar a data da Assembleia de Acionistas da Petrobras, atualmente marcada para 13 de abril.

Procurado, o Ministério da Economia não se manifestou.

Este conteúdo foi originalmente publicado em Guedes tenta se desvincular de indicação na Petrobras no site CNN Brasil.


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.