Presidente do Cruzeiro manda recado antes de votação: “Quem vota contra, vota contra o clube”


Nesta segunda-feira (4), Raposa voltará alterações no sistema do clube-empresa que causaram polêmicas recentes no Conselho

O Cruzeiro terá uma de suas segundas-feiras mais importantes de sua história. Será neste dia em que os conselheiros do clube analisarão e votarão o contrato definitivo da venda do futebol do clube para Ronaldo. Um dia ao qual torcedores e dirigentes estão apreensivos.

Dentre eles, o presidente do clube, Sérgio Santos Rodrigues. O mandatário cruzeirense foi quem formatou a cessão da SAF do clube para o Fenômeno e saiu em defesa do contrato de negociação da empresa, mandando um ‘recado’ para os conselheiros que forem votar: o de que um voto contra a venda pode ser ‘contra o clube’.

“Sobre a reunião, foi o que a gente deixou claro: o futuro do Cruzeiro depende disso. Quem votar contra, vota contra o Cruzeiro. Não está votando somente por uma opinião pessoal, estará sendo contra o que a gente trabalha para ser melhor para o clube e está muito claro que o melhor está acontecendo agora”, disse Rodrigues segundo o GE.

Na última quinta-feira (31), conselheiros da Raposa se reuniram com o presidente e membros dos estafes da SAF e da XP Investimentos (parceira na negociação) para comentar os temas da votação. Ao menos, na avaliação inicial do presidente da ‘associação civil’, os que estiveram na reunião não teriam feito qualquer movimentação para barrar a venda.

“Ao final, não teve nenhum conselheiro que chegou perto de mim e disse que não gostou. Todos falaram que iriam (votar) a favor. Continuo pedindo e dizendo para a gente aprovar isso na segunda-feira. Quem for contra, me mantenho à disposição. Podem me ligar para eu explica o que está acontecendo e o que é melhor para nós”, afirmou o presidente

O que está em jogo?

A votação desta segunda-feira poderá determinar oficialmente a compra da SAF cruzeirense por Ronaldo. Nas últimas semanas, pontos do contrato, que ainda não fora assinado oficialmente pelo ex-jogador, começaram a ser discutidos internamente,

O Fenômeno pede que, no vínculo definitivo, haja a cessão das Tocas da Raposa I e II para o controle da empresa em troca da SAF assumir as dívidas tributárias, além do clube buscar um regime de recuperação judicial. Algo que recebeu protestos de dirigentes.

O foco principal das reclamações dos conselheiros do Cruzeiro tem a ver com o fato de que, contratualmente, o investidor não ser obrigado a investir os R$ 350 milhões prometidos inicialmente para o futebol. Somente R$ 50 milhões seriam de aporte obrigatório do acionista majoritário, com o valor restante tendo de ser gerado, em sua maioria, por receitas da empresa.

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