Precisa temer? Como chega a Alemanha, possível rival do Brasil na Copa


Na ansiedade pelo sorteio da Copa do Mundo, marcado para esta sexta-feira, 1º, às 13h (de Brasília), simulações e especulações sobre os adversários do Brasil já começaram. Cabeça de chave, o time de Tite pode encontrar grandes rivais já de cara, sendo a Alemanha a mais relevante entre todas as opções do pote 2. Algoz brasileiro na Copa de 2014, quando aplicou um 7 a 1 na semifinal, a seleção alemã chega ao Mundial após bons resultados nas Eliminatórias e um aproveitamento superior ao da pentacampeã. Precisa temer?

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Treinada desde julho por Hans Flick, campeão da temporada 2019/20 da Liga dos Campeões com o Bayern de Munique, o país ainda busca se reconstruir após uma Eurocopa pouco empolgante, em que caiu precocemente para a Inglaterra nas oitavas de final.

No caminho, ficou marcado ainda outro revés histórico – um 6 a 0 sofrido contra a Espanha, em 17 de novembro de 2020. O resultado também corroborou para uma mudança nos planos e o fim do longevo ciclo de Joachim Löw, após 15 anos no comando técnico.

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Contudo, o trabalho de Flick ainda é recente e tem questionamentos pelos adversários enfrentados até aqui. Foram nove jogos, com oito vitórias e apenas um empate, 1 a 1 diante da também classificada Holanda em amistoso na Johan Cruyff Arena, em Amsterdã, na última terça, 29.

Sob comando do treinador, a seleção alemã finalizou as Eliminatórias com 90% de aproveitamento – o Brasil terminou a qualificação com 88% de pontos ganhos. Ainda sem o atual técnico, foi para a Macedônia do Norte que o time germânico sofreu a única derrota na disputa que gera vaga ao Mundial.

A inesquecível goleada de 2014 ainda ecoa para os brasileiros –Ricardo Corrêa/VEJA

Campeã mundial em 2014, a Alemanha caiu na fase de grupos de 2018 e chega a esta edição com o envelhecimento dos destaques de oito anos atrás, como Thomas Muller e Manuel Neuer, do Bayern de Munique, apesar da boa fase. Outros remanescentes do grupo são o zagueiro Mats Hummels o atacante Marco Reus, do Borussia Dortmund, de presença duvidosa na lista final de Flick.

Uma renovação no elenco é comandada e os primeiros frutos foram colhidos. Serge Gnabry e Timo Werner, ambos aos 26 anos, fizeram cinco gols cada nas Eliminatórias e ostentam artilharia. O líder de assistências é Leon Goretzka, de 27 anos, com seis passes para o companheiro marcar. Kai Havertz, destaque do Chelsea, também é visto como indispensável neste processo.

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