Cavaleiro da Lua: conheça o herói que estrela a nova série do Disney+


Mark Spector. Steven Grant. Jake Lockley. O ator Oscar Isaac interpreta todos esses personagens em Cavaleiro da Lua, a nova série da Marvel que chegou ao Disney+ nesta quarta (30) e que conta a história do herói com poderes herdados de uma divindade egípcia e que sofre de transtorno dissociativo de identidade.

Se você nunca ouviu falar no Cavaleiro da Lua, não se culpe. Criado nos anos 1970, o personagem já lutou ao lado dos Vingadores e do Homem-Aranha, mas nunca foi alçado ao primeiro escalão dos heróis da Marvel. O anúncio da série solo foi uma das grandes surpresas da edição de 2019 da D23, conferência bienal organizada pela Disney.

Assim como as outras produções da Marvel lançadas na plataforma, Cavaleiro da Lua faz parte do Universo Cinematográfico da Marvel, o MCU. Ao todo, serão seis episódios – a maior parte deles foi dirigida pelo cineasta egípcio Mohamed Diab. Além de Isaac, o elenco conta também com Ethan Hawke (Antes do Amanhecer, Boyhood), que interpreta o vilão Arthur Hallow.

Abaixo, reunimos tudo o que você precisa saber sobre o herói antes de sentar no sofá e dar play. Vem com a gente.

A origem

Capa do quadrinho Werewolf by Night #32.

O Cavaleiro da Lua foi criado em 1975 pelo roteirista Doug Moench e o desenhista Don Perlin e estreou em Werewolf By Night #32, uma revista de suspense e terror. Ele nasceu na chamada Era de Bronze dos quadrinhos, quando as histórias começaram a ficar mais maduras (uma tendência que se consolidaria na década seguinte), com enredos mais sombrios e abordando problemas sociais.

Na história, Marc Spector é um ex-agente da CIA com larga experiência militar e em artes marciais que acaba virando um mercenário. À procura de trabalho, ele conhece uma organização chamada O Comitê, que o contrata para caçar o lobisomem Jack Russell.

Spector aceita a tarefa e recebe um uniforme branco e a alcunha de Cavaleiro da Lua. Ele captura o lobisomem, mas se arrepende: ele descobre que o Comitê quer usar a criatura como uma arma. O grupo também sequestrou a irmã e uma amiga de Russell. Marc decide voltar atrás e salvá-los.

Em 1980, Moench e o artista Bill Sienkiewicz recontaram a origem do Cavaleiro da Lua na estreia de sua revista, Moon Knight #1, adicionando importantes elementos que permanecem até hoje no cerne do personagem. A dupla trabalhou junta na HQ até 1983.

Nesta versão, Spector se envolve com Raoul Bushman, líder de um grupo de mercenários. Mas ao ver Bushman assassinar diversos inocentes, Spector se revolta e tenta impedi-lo. Ele falha – e é deixado à beira da morte no meio do deserto do norte da África.

Capa do quadrinho Moon Knight #1.

Marc consegue chegar até a entrada de um antigo templo, onde encontra Marlene Alraune, filha de um arqueólogo morto por Bushman. Ele morre, mas ressuscita graças à intervenção de Khonshu, deus egípcio da Lua.

Sob o manto do Cavaleiro da Lua, Spector se vingou de Bushman e voltou para os Estados Unidos. Ele decidiu usar o dinheiro adquirido como mercenário para se tornar um vigilante e combater o crime em Nova York.

Na quarta edição da HQ, vale dizer, os autores bolaram um jeito de conciliar essas duas histórias de origem. Em um flashback, Spector revela que o trabalho para o Comitê era uma fachada – ele já estava investigando o grupo criminoso, e conseguiu se infiltrar graças à ajuda do seu maior aliado, Jean-Paul DuChamp (cujo apelido é Francês).

Poderes e habilidades

Cena do quadrinho do Cavaleiro da Lua.

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Graças ao treinamento militar, de boxe e outras artes marciais, o Cavaleiro da Lua possui força e resistência acima da média. É um exímio ginasta e consegue falar vários idiomas.

Além disso, o herói conta com artefatos mágicos entregues por Khonshu, como dardos, um bumerangue feito de marfim e uma cruz Ankh dourada que brilha ao menor sinal de perigo.

Ao longo dos anos, algumas histórias mostraram também que o Cavaleiro da Lua possui poderes sobrenaturais: visões e sonhos proféticos, força aumentada em noites de lua cheia e a capacidade de drenar a energia vital de seus oponentes apenas com o toque.

Múltiplas identidades

<span class="hidden">–</span>Disney+/Reprodução

Ao se tornar um vigilante, Spector decidiu que a melhor forma de combater o crime seria usando diferentes identidades. Foi quando surgiram Steven Grant, um playboy bilionário que investe na bolsa a grana de Spector (o que financia a operação do Cavaleiro da Lua), e Jake Lockley, um taxista que mantém olhos e ouvidos na rua para saber as últimas novidades do mundo do crime.

Com o tempo, quadrinistas reinterpretaram esses pseudônimos como personalidades completamente distintas de uma mesma pessoa – não raro, a influência de Khonshu na mente do Cavaleiro da Lua o leva à beira da loucura. O personagem, então, passou a possuir transtorno dissociativo de identidade (TDI), uma rara e severa condição psicológica que surge, principalmente, a partir de um trauma.

A série do Disney+ pretende explorar a fundo esse aspecto do personagem. A história começa com Oscar Isaac na pele de Steven Grant, que nessa versão é apresentado como um funcionário da lojinha de lembranças do Museu Britânico, em Londres. Steven sofre constantemente de apagões, quando fica inconsciente – e é tomado por outra identidade, a de Marc Spector.

Cavaleiro da Lua vai mostrar também outra identidade do personagem, introduzida nos quadrinhos em 2014: o Senhor Knight, uma versão “formal” do vigilante, que veste um elegante terno branco para conversar com pessoas, investigar cenas de crime e servir como consultor da polícia. É como se fosse a versão pública do herói, enquanto a sua outra parte é quem sai na porrada com os bandidos:

A série contou com especialistas em saúde mental para criar uma representação fiel do transtorno (nas HQs, volta e meia se dizia que o personagem sofria de esquizofrenia, um distúrbio com sintomas diferentes). Além disso, a produção deve focar mais nos elementos místicos do Cavaleiro da Lua.

Segundo Jeremy Slater, criador da série, foi o próprio Kevin Feige, presidente da Marvel Studios, que orientou que eles priorizassem os laços do personagem com a egiptologia. O vilão Arthur Hallow, por exemplo, é um líder de uma seita religiosa que acredita que os artefatos de Grant podem ser usados para “melhorar” o mundo.

“Não podemos fazer o Cavaleiro da Lua como apenas mais um vigilante fantasiado espancando assaltantes em um beco”, disse ao jornal The New York Times Grant Curtis, produtor executivo da série, em referência a heróis como o Batman, a clara inspiração para a criação do personagem nos anos 1970.“O mercado está saturado com isso. Então, eu olhei para minha infância e me inspirei nas coisas que me fizeram me apaixonar por filmes, como as aventuras mostradas em Indiana Jones e Os Caçadores da Arca Perdida e Os Caça-Fantasmas.”

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