Quase fora do Catar, Chile soma mais uma decepção contra o Brasil; lembre


A seleção brasileira se despediu de sua torcida antes da Copa do Mundo com uma goleada por 4 a 0 sobre o Chile nesta quinta-feira, 24, no Maracanã, em confronto válido pela 17ª rodada das Eliminatórias. O resultado confirmou uma campanha quase perfeita, com 87,5% de aproveitamento (13 vitórias e três empates), e dificultou a vida da seleção chilena, que parou nos 19 pontos e precisará de um milagre para chegar ao Catar. A decepção no Rio de Janeiro aumentou uma já encorpada lista de derrotas históricas diante do Brasil.

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Para a última rodada, que terá todos os jogos disputados na próxima terça-feira, 29, às 20h30 (de Brasília), caberá aos chilenos vencer o Uruguai no estádio San Carlos de Apoquindo, em Santiago, e sonhar com um roteiro improvável.

Na sétima colocação, com 19 pontos, a La Roja precisa vencer e torcer por tropeços de Colômbia, sexta, com 20, e do Peru, quinta, com 21. A combinação é desfavorável já que os colombianos enfrentam a Venezuela, pior campanha de todas as dez seleções. Situação confortável também tem o Peru, que encara o Paraguai, em Lima, com o adversário sem postular mais nada. A quinta colocação classifica para a repescagem.

Ao todo, Brasil e Chile se enfrentaram 75 vezes, com 53 vitórias brasileiras, 14 empates e 8 vitórias chilenas. Jogando em casa, a pentacampeã mundial nunca foi derrotada 76% das partidas. Tamanha a vantagem no duelo que Galvão Bueno, narrador mais nomeado da história do país e torcedor declarado do time brasileiro, tem um famoso slogan: “Tá em crise? Chama o Chile!”

PLACAR relembrou momentos em que o Chile sucumbiu ao Brasil:

1989: A polêmica de Rojas

Rojas e o polêmico episódio de 1989 –Reprodução/Social QI

Dia 3 de dezembro de 1989, em partida decisiva pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1990, uma farsa chamou a atenção no Maracanã. Enquanto a seleção brasileira vencia por 1 a 0, o goleiro chileno Roberto Rojas simulou ter sido atingido por um rojão. A ideia de Rojas era a de tentar cavar alguma punição aos donos da casa. No entanto, a farsa foi descoberta: o jogador levava uma lâmina nas luvas e provocou o corto no rosto.

O goleiro foi banido do futebol pela atitude deplorável e o Chile não foi à Copa de 1990 e também ficou de fora de 1994, justamente pelo Caso Rojas. A vitória brasileira dentro de campo e uma tentativa de burlar o resultado esportivo marcaram o começo de uma longa sina de freguesia chilena contra o Brasil.

1998: Quatro em Zamorano e Salas

De volta ao Mundial, o Chile de 1998 dava indícios de que poderia surpreender. Liderados pela dupla de ataque composta por Iván Zamorano e Marcelo Salas, o país não conseguiu escalar e chegar aos pés da constelação brasileira.

Nas oitavas de final, o Brasil de Cafu, Roberto Carlos, Rivaldo e Ronaldo goleou a seleção chilena por 4 a 1. Os autores dos tentos brasileiros foram César Sampaio e Ronaldo Fenômeno – na época Ronaldinho -, com dois cada. Salas ainda descontou para o Chile, mas a dolorosa derrota mandou La Roja de volta para casa.

2007: Um baile

Brasil goleou Chile por 6 a 1 na Copa América de 2007 –Divulgação/CBF
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Em 2007, época que a seleção chilena tinha pouco brilho e badalação, o Brasil aplicou uma goleada histórica em plena quarta de final de Copa América. Comandado por Dunga, o time brasileiro abriu o placar ainda cedo, com Juan. Depois disso, “a porteira abriu”.

Em noite inspirada de Robinho e Vágner Love, a seleção aplicou 6 a 1 em um frágil Chile. Mais tarde, o Brasil chegou à final do torneio e se sagrou campeão.

2010: Pedra no sapato

Oitavas de final da Copa de 2010 teve Brasil 3×0 Chile –Reprodução/Reuters

Assim como em 1998, em 2010 o adversário do Chile nas oitavas foi o Brasil. E, mais uma vez, o resultado foi a eliminação. Assim como no mundial da França, os chilenos contavam com uma geração especial já com Arturo Vidal e Alexis Sánchez. Mesmo assim, viu a seleção brasileira não tomar conhecimento e aplicar 3 a 0, com gols de Juan, Luís Fabiano e Robinho. O Brasil passou de fase e chegou nas quartas, enquanto um voo da África do Sul precisou pegar o rumo de Santiago.

2014: Vez do quase!

Tatuagem mostra o chute de Maurício Pinilla –Reprodução/Instagram

O destino, pela terceira vez em Copa do Mundo, fez a seleção chilena cruzar a brasileira em oitavas de final. E o mesmo destino fez os brasileiros se darem melhor, apesar de um susto que fez gelar o Mineirão.

Depois de uma empate por 1 a 1, a partida foi para a prorrogação e por pouco não terminou com a eliminação brasileira. Já na reta final do tempo extra, Mauricio Pinilla teve a chance de levar o Chile para as oitavas de final, mas acertou o travessão. Nos pênaltis, o retrospecto prevaleceu e o Brasil avançou.

2017: Antes da Copa…

Gabriel Jesus marcou dois gols contra o Chile, em 2017 –Ivan Pacheco/VEJA.com

Pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, foi vez da seleção canarinho barrar a participação do Chile no Mundial. Na última rodada, uma boa geração chilena precisava apenas empatar para seguir sonhando com a vaga na Rússia, mas um “passeio” brasileiro no Allianz Parque acabou com o sonho.

Em alta, o trio Neymar, Coutinho e Gabriel Jesus (autor de dois gols) brilhou e empolgou a torcida brasileira. Desesperado, os chilenos entraram no jogo da seleção de Tite e acabaram saindo com 3 a 0 contra, o que findou a oportunidade de ir à Copa.

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