Santos chega a sétima luta contra rebaixamento; chute torto salvou em 2008


O Santos tem diante do Água Santa neste sábado, 19, às 16h (de Brasília), na Vila Belmiro, pela última rodada do Campeonato Paulista, dura missão na luta pela permanência na elite estadual. Pelo segundo ano consecutivo, o time precisa pontuar para depender só de si e se livrar de uma inédita queda em sua história. Será a terceira luta contra a degola no intervalo de apenas um ano, a sétima no atual século.

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Isso porque nos últimos anos, o risco de queda tem assolado o clube não apenas no estadual. Em 2021, o Peixe brigou para não cair na competição e também no Brasileiro, onde só se safou matematicamente na penúltima rodada.

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Diante do Água Santa, precisa vencer ou empatar para não depender de nenhum outro resultado. Em caso de derrota, precisará torcer por um tropeço da Ponte Preta, que tem três pontos a menos e que joga em casa com o Ituano para definir sua situação.

PLACAR relembra do gol improvável do meio-campista equatoriano Michael Jackson Quinõnez, que salvou a equipe em 2008, até outras lutas santistas que acabaram bem sucedidas em 2009, 2015, 2018 e 2021. E agora, qual será o desfecho final?

2008 – Gol salvador de Quiñónez

Foi na 35ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Santos precisava da vitória diante do Internacional para se afastar da zona de rebaixamento. O gol salvador veio de um chute torto, de fora da área, do equatoriano Michael Jackson Quiñónez. A finalização que tinha como destino a lateral do campo, mas teve o seu curso modificado ao atingir as costas do lateral esquerdo Gustavo Nery, desviando para o canto esquerdo do goleiro. A vitória selou a permanência do time na Série A e jamais foi esquecida pelos santistas.

Curiosamente, Quiñonez não permaneceu para o ano seguinte e teve passagem modesta pela Vila Belmiro: dois gols e apenas 15 partidas disputadas com a camisa do Peixe.

2009 – Brigou até o fim com Neymar e Ganso no time

No ano em que Neymar, então com 17 anos, e Ganso, com 19, apareciam com desenvoltura no Santos, o clube fez uma campanha de grande oscilação e lutou até as rodadas finais para se manter na elite do Brasileiro. Chegou a ocupar a terceira posição sob a batuta de Vagner Mancini, mas despencou na tabela quando também sofreu uma goleada histórica por 6 a 2 para o Vitória.

Neymar pelo Santos ainda em 2009 –Divulgação/Santos FC
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Para a alavancada, o então presidente Marcelo Teixeira optou por trazer o experiente Vanderlei Luxemburgo. Mesmo com ele, o time passou a lutar para não cair. Luxa ainda deu polêmicas declarações sobre o desempenho de Neymar, atribuindo ao físico dele as atuações abaixo sob seu comando: “ele é um filé de borboleta. É muito fininho e ainda não aguenta o choque. É parecido com o Robinho quando começou no Santos, ainda precisa ganhar massa muscular. Por isso, não posso queimar um jogador desses”.

Curiosamente, Neymar começou 2010 de forma avassaladora – chegando, inclusive, à seleção brasileira. O clube acabou aquele Brasileirão em 12ª lugar.

2015 – Só reagiu com Dorival

Após começar o ano com o pé direto ao triunfar no Paulista, o Santos despencou de produtividade e rondou a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro por algumas rodadas sob o comando do técnico Marcelo Fernandes. A salvação do time foi a chegada do técnico Dorival Júnior, em julho. Quando chegou, a equipe ocupava o 17ª lugar no Brasileiro.

Dorival recuperou Gabriel Barbosa, esquecido por Enderson Moreira e por Fernandes, seus antecessores, e ainda bancou nomes improváveis naquele momento como o lateral esquerdo Zeca, de saída do clube para atuar nos Estados Unidos, e Thiago Maia, hoje no Flamengo, então com apenas 17 anos.

Dorival em 2015, sua segunda passagem pelo Santos –Rodrigo Gazzanel/Folhapress

O treinador conduziu o Santos à final da Copa do Brasil daquele ano, perdida nos pênaltis para o Palmeiras no Allianz Parque e terminou na quinta colocação do Brasileiro, mas fora da Libertadores. Na época, somente os quatro primeiros colocados se classificavam para o torneio.

2018 – Só reagiu com o Cuca

Situação parecida aconteceu três temporadas depois. O Santos anunciou Cuca em julho de 2018 para o lugar de Jair Ventura quando o time ocupava a 17ª posição, com 16 pontos no campeonato nacional. Disputando Copa do Brasil e ainda a Libertadores, foi eliminado de ambas, mas teve recuperação significativa ao chegar no fim do Brasileiro em 10ª lugar.

Cuca teve papel importante na recuperação do time em 2018YouTube/Reprodução

2021 – Drama no Paulista se repetiu no Brasileiro

A campanha ruim no último Campeonato Paulista parecia um presságio da tensão que aconteceria no Campeonato Brasileiro. No estadual, o time terminou em 3ª lugar no grupo D, com 5 derrotas, 4 empates e 3 vitórias em 12 jogos. Começou sob o comando do argentino Ariel Holan, demitido com apenas dois meses de trabalho, e terminou com Fernando Diniz. Na classificação geral, conseguiu um amargo 13ª lugar nas rodadas finais que garantiu a permanência na Série A-1 do estadual. No Brasileiro, escapou na penúltima rodada com a vitória por 1 a 0 sobre o Flamengo, no Macaranã, com Fábio Carille no comando.

Carille salvou o Santos no Brasileirão –Ivan Storti/Santos FC

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