Crianças refugiadas têm suporte psicossocial de Médicos Sem Fronteiras, diz psicóloga


A psicóloga da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), Julia Bartsch, afirmou que a ONG tem atuado com o objetivo de oferecer cuidados voltados para as integridades física e psicológica das crianças afetadas pela guerra na Ucrânia. Segundo ela, o amparo se faz essencial após a saída das zonas de conflito no Leste Europeu.

“Há um cuidado de acolhimento e suporte psicossocial, para que se sintam acolhidas e protegidas, que é o que mais precisam após fugirem”, disse Julia em entrevista à CNN, no CNN no Plural.

Segundo ela, uma das preocupações imediatas é com a segurança e a vida de crianças, pais e pessoas próximas que se viram obrigados a deixar suas casas.

“Houve uma ruptura da vida cotidiana delas, que era normal, e de repente não é mais, vão ficar desestruturadas, por isso temos que cuidar dos adultos responsáveis por elas também”, disse.

A psicóloga destacou os desafios encontrados pelos refugiados após a fuga da região dos conflitos. “Quando as crianças saem de seus países, precisam assimilar uma nova cultura, uma nova língua e como podem estar integradas em outro lugar”.

Segundo Julia, a ideia de pertencimento pode ser cultivada aos poucos. Para que isso aconteça, ela vê como essencial a “sensibilização da comunidade de acolhimento”: “Escola, professores, comunidade, todos precisam ser preparados, para que a criança se sinta bem naquele lugar”.

Mais de três milhões de pessoas fugiram da Ucrânia desde o início da invasão russa em 24 de fevereiro, informou a Organização Internacional para as Migrações (OIM) na terça-feira (15). A organização, uma agência parte das Nações Unidas, disse que 157.000 dos que deixaram o país eram estrangeiros.

Refugiados deixam a Ucrânia

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