Fluminense contratou perícia e conclui que não é possível identificar se houve racismo contra Gabigol


Jogador afirma ter sido chamado de “macaco” por torcedor tricolor no Fla-Flu

 

Na última terça-feira (22), o Fluminense protocolou um laudo de 29 páginas sobre a denúncia de racismo sofrida por Gabriel Barbosa, o Gabigol, em 6 de fevereiro. A princípio, o objetivo da perícia era identificar o torcedor tricolor que havia cometido injúria racial contra o atleta do Flamengo

O clube enviou 11 arquivos para serem analisados pela perícia. Dentre eles, estavam cinco imagens, cinco vídeos e o link com o vídeo publicado no Twitter. Um deles foi o da jornalista Isabelle Costa.

Contudo, a perita Valéria Leal, do instituto Forense Pro, apontou no laudo que não é possível concluir se houve ofensas racistas e quem as proferiu. Segundo o vice-presidente de Interesses Legais, Heraldo Iunes, o objetivo do inquérito não era deslegitimar a denúncia de Gabigol. Igualmente, ele afirma que a busca era identificar o autor. 

Nesse sentido, em entrevista ao ge.com, Iunes afirmou: “o fato de o resultado do laudo mostrar ser impossível identificar, naquela gravação, o xingamento que se imaginava, não significa que não vamos seguir na luta de combate ao racismo. Não houve desta vez, mas não pode haver nunca”.

Para tentar identificar a palavra “macaco”, a perícia analisou as ondas sonoras criadas no áudio do vídeo em um software de espectro sonoro. De acordo com o laudo, a perícia não identificou todos os elementos que formam a palavra.

Além disso, o texto aponta que a presença de ruídos ao fundo e mascaramento de sons provoca a interferência nas ondas sonoras. Isso impede a individualização do som da fala. Com isso, há uma dificuldade em identificar a injúria racial. 

Laudo solicitado pelo Flamengo aponta racismo

Em 15 de fevereiro, o laudo solicitado pelo Flamengo foi divulgado. Nele, há a confirmação de que Gabriel Barbosa foi alvo de racismo por parte de torcedores do Fluminense.

Após análise, o perito apontou que o vídeo é autêntico e não possui edição. Além disso, o laudo afirma que é possível identificar que um torcedor ofende Gabigol pelo menos duas vezes.

Entenda o caso

Enquanto descia as escadas após o clássico Fla-Flu de 6 de fevereiro, Gabigol era constantemente vaiado. O jogador rubro-negro relatou ouvir ofensas racistas vindas da arquibancada do Fluminense. Na ocasião, tanto o Flamengo quanto o atleta se posicionaram.

Com base na Lei nº 2.848, de 1940, ofensas racistas direcionadas a uma pessoa específica são crime tipificado no Brasil como injúria racial. A pena é de um a três anos mais multa.

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