Boris Casoy: Discurso de Bolsonaro a Putin foi “absolutamente formal”


No quadro Liberdade de Opinião desta quinta-feira (17), o jornalista Boris Casoy falou sobre a visita do presidente Jair Bolsonaro (PL) à Rússia, para encontro com o presidente Vladimir Putin, em meio a fortes tensões no Leste Europeu.

Sem se referir à crise com a Ucrânia, mas afirmando que é solidário à Rússia, durante a reunião, Bolsonaro afirmou que o Brasil prega a paz e “respeita quem age dessa maneira”, além de destacar potenciais relações bilaterais nas áreas de energia, sustentabilidade e desenvolvimento tecnológico.

Apesar das palavras de paz e solidariedade, Boris Casoy qualificou o discurso de Bolsonaro como “absolutamente formal” e “com generalidades”, que representa a relação entre os dois países.

“Não tem nada de mais específico, nem um avanço nas relações. Nada. São avanços normais de relações entre dois países que têm interesses comuns”, apontou.

“O presidente Putin foi muito gentil com o Brasil, mostrando a solidariedade com os acontecimentos em Petrópolis. O presidente [Bolsonaro] nem pestanejou em direção a um apoio à questão russa na Ucrânia. Se manteve dentro do script. Eu temia que ele pudesse avançar e comprometer o país. Se Putin e Bolsonaro não tivessem falado nada, seria a mesma coisa.”

Casoy destacou o isolamento de Bolsonaro ante líderes mundiais como Emmanuel Macron, Xi Jinping e Joe Biden, presidentes de França, China e Estados Unidos, respectivamente. O comentarista acredita que este tenha sido um dos motivos que levou o brasileiro a procurar o encontro com Putin em território russo.

Ele também voltou a se posicionar contra a realização da viagem no momento em que foi feita, levando em consideração a escalada das tensões envolvendo a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) com o país europeu.

“A viagem era perigosa pelas ilações que ainda podem ser tiradas e pela leitura certa ou equivocada que pode ser feita contra o Brasil por países amigos”, concluiu.

Resposta do TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu divulgar as respostas enviadas às Forças Armadas sobre as urnas eletrônicas utilizadas nas eleições no Brasil.

O presidente do Tribunal, o ministro Luís Roberto Barroso, afirmou que Bolsonaro divulgou “informações sensíveis” sobre sistema do TSE.

No ofício, Barroso ressaltou que há uma investigação em curso justamente por conta do vazamento de informação de processo sigiloso feito pelo presidente. 

Filiação de Eduardo Leite

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, tem sinalizado interesse na filiação do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), à sigla.

Leite participou das prévias do PSDB contra o atual pré-candidato do partido, o governador de São Paulo, João Doria.

Segundo informações da âncora da CNN Daniela Lima, a possibilidade de filiação de Leite ao PSD intensifica as pressões sobre Doria e aumenta a tensão entre tucanos.

Relatório da Polícia Federal

Termina nesta quinta-feira (17) o prazo para a Procuradoria-geral da República (PGR) se manifestar sobre o relatório da Polícia Federal (PF) que apontou que o presidente Jair Bolsonaro (PL) teria cometido crime na divulgação de um inquérito sobre um ataque hacker ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

De acordo com a PF, os documentos sigilosos foram entregues ao deputado federal Filipe Barros (PSL) porque ele foi relator da proposta do voto impresso. O relatório da PF foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) no último dia 28 de janeiro.

Em entrevista à CNN, o Procurador-geral da República Augusto Aras, não revelou qual seria a linha da PGR em relação ao caso.

O Liberdade de Opinião teve a participação de Fernando Molica e Boris Casoy. O quadro vai ao ar diariamente na CNN.

As opiniões expressas nesta publicação não refletem, necessariamente, o posicionamento da CNN ou seus funcionários.

Este conteúdo foi originalmente publicado em Boris Casoy: Discurso de Bolsonaro a Putin foi “absolutamente formal” no site CNN Brasil.


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