Semana de 22: o modernismo refletido na arte dos saraus de poesia


A palavra tem força. A palavra transforma. A palavra é também um ato de resistência. Em 1922, durante a Semana de Arte Moderna, muitos dos grandes nomes da literatura brasileira, como Mário de Andrade, tinham como referência uma escrita “um tanto quanto europeia, coloquial”.

Assim como em todos os campos da arte, a literatura também foi mudando além da maneira de enxergamos o progresso.

Trovadores, rimadores, poetas de rua, MC’s, entre tantos talentos urbanos, fizeram da nossa língua algo único.

Em um sarau, no extremo sul de São Paulo, pessoas se juntam para expor suas ideias, provocar, questionar, mas, acima de tudo, educar futuras gerações.

As ideias que nascem no sarau, são multiplicadas em escolas públicas da cidade, como uma forma de aproximar as futuras gerações da arte – que, por vezes, parece tão distante. É aquela, incansável busca, por uma sociedade mais justa. Pensamento esse, que os modernistas, lutaram tanto para que se tornasse realidade.

Assista à reportagem na íntegra.

Aproveite para ouvir o episódio “Modernismo: pra quem e por quem?”, da série especial de podcasts da CNN sobre a Semana de Arte Moderna de 1922:

O que é moderno? O que é arte? O que é brasileiro? Na primeira fase do modernismo, as discussões foram protagonizadas por pessoas brancas, herdeiras dos barões do café. O Brasil dos anos 1920 era um país ainda rural, mestiço e que tinha abolido a escravidão há menos de 40 anos. Pelas lentes de hoje, a procura pela “alma brasileira” alçada por artistas que tinham pouco contato com a população periférica pode ser interpretada, segundo pesquisadores, como folclórica e até como uma apropriação cultural.

Este conteúdo foi originalmente publicado em Semana de 22: o modernismo refletido na arte dos saraus de poesia no site CNN Brasil.


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