Marcos Fava Neves: Fenômenos climáticos afetaram produção de café


O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – que mede a inflação oficial no país – foi de 0,54% ante alta de 0,73% registrada no mês anterior, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados na última quarta-feira (9). Alimentação e bebidas tiveram o maior impacto no período.

O preço do café moído subiu pelo 11º mês consecutivo, acumulando alta de 56,87% nos últimos 12 meses. O Especialista CNN em agronegócio Marcos Fava Neves comentou, nesta sexta-feira (11), sobre os motivos para a alta no preço do produto.

Segundo Marcos, fenômenos climáticos afetaram a produção de café no país nos últimos meses.

“O Brasil teve graves problemas de seca que atingiram em cheio o nosso parque cafeeiro, além de elevadas temperaturas e geadas”, afirmou.

Diante desse cenário, Marcos explicou que, por conta da queda na oferta de café e a demanda aumentando, o preço do produto disparou.

“Apesar do cafezinho que nós tomamos na padaria não ter subido muito, ficando entre 10% e 12% de aumento, tivemos o café solúvel subindo em média 55%.”

Apesar deste aumento, Marcos ressaltou que o aumento no preço do grão do café subiu 80% no mesmo período.

“O aumento de preços que a gente tem percebido no grão de café torrado, moído e solúvel nos supermercados ficou abaixo do aumento do custo de produção dos grãos. O ano de 2021 foi muito complicado para as torrefadoras de café, porque o aumento de custo não conseguiu ser passado integralmente”, afirmou Marcos.

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