Campeão olímpico revela mágoa e dispara contra Tite: “Me senti desrespeitado”


Seleção superou a Alemanha naquela oportunidade em solo brasileiro e ficou com o título lugar da disputa

Responsável por comandar o Brasil nas Olímpíadas de 2016, quando o escrete canarinho faturou o ouro pela primeira vez na história, o técnico Rogério Micale concedeu entrevista ao UOL Esporte, e expôs suas insatisfação com o comportamento do técnico Tite após a conquista. Na visão do profissional, o treinador da seleção brasileira poderia tê-lo defendido com mais intensidade.

”Me senti desrespeitado depois da Olimpíada. O Tite não foi contundente em algumas das entrevistas dele afirmando categoricamente que não teve participação. Fiquei um pouco frustrado. Naquela época eu disse algo sobre surfar na onda e gerou uma conversa… Não tenho problema nenhum em dividir vitórias com ninguém”, disse Micale sobre Tite, emendando na sequência:

“Não se ganha nada sozinho. Tinha uma comissão técnica fantástica do meu lado e todos eles foram desrespeitados. O Tite não me visitou só entre o segundo e o terceiro jogo. Ele me visitou no início da preparação, esteve na Granja Comary conosco. Então ele também interferiu nos empates(risos)”, completou.

Ainda no papo, Micale revelou que a seleção brasileira olímpica apresentou uma “virada de chave” durante a fase de grupos das Olimpíadas, e muitos creditaram Tite como responsável pelo crescimento do time.

“Existe uma tendência de alguns órgãos, de acordo com interesses, de direcionar determinadas situações. A nossa virada colocou em xeque opiniões que davam como certa a nossa eliminação na 1ª fase. Muita gente foi para a frente das câmeras falar isso, e a virada que tivemos obrigou a quem fez isso arrumar um argumento para desqualificar o trabalho, e justificar o erro dele”, afirmou.

“O argumento foi o Tite. Jogaram o mérito da conquista no colo dele e ele absorveu isso. Fiquei chateado na época. Ele não deixou claro que não teve participação nenhuma no processo. E não teve. Nada! Se algum repórter que soltou isso fosse sério e quisesse ouvir a verdade era só perguntar aos jogadores. Era importante ter o Tite lá por ser o técnico da seleção principal, mas ele não fez mexidas na equipe. Quem conhece um pouco de futebol sabe que isso é impossível de acontecer”, finalizou.

Depois de comandar a seleção brasileira no ouro olímpico, Micale acumulou passagens por Atlético-MG, Paraná (em duas oportunidades), Figueirense e o Al Hilal, da Arábia Saudita.

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