Opinião: defendendo, Daniel Alves não convence e mostra ter 38 anos


BELO HORIZONTE – A carência de laterais na atual geração da seleção brasileira fez Daniel Alves voltar a receber chances como titular na vitória por 4 a 0 contra o Paraguai, na última terça-feira, 1º. Experiente e com leitura de jogo apurada, o jogador do Barcelona por vezes girou abaixo da rotação, o que exigiu a cobertura de companheiros e não convenceu. A menos de um ano da Copa do Mundo é arriscado apostar em um lateral que, defensivamente, mostra ter 38 anos, idade avançada para a prática do esporte.

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Homem de confiança de Tite, vestiu a faixa de capitão contra a seleção paraguaia e não fez partida ruim – mas também não pode ser chamada de boa -, tendo em vista que o Brasil teve a posse em maior parte. Utilizado como um homem de meio-campo enquanto a seleção criava jogadas, foi o jogador com mais toques na bola do time brasileiro: 112 ações com ela nos pés, segundo o SofaScore. O ex-jogador do São Paulo acertou 80 passes, sendo sete bolas longas, número considerado alto. O problema, porém, foi quando precisou cumprir funções defensivas de um lateral.

De acordo com as estatísticas, entre os jogadores de defesa, Daniel foi o único a ser batido no drible. Apenas o reflexo de um jogador que nunca teve na marcação o seu forte e, agora, prejudicado pela idade avançada, não compensa sequer no vigor físico. O atleta veterano também realizou apenas uma ação defensiva no duelo, número inferior a todos os companheiros de sistema defensivo.

Uma mudança de posição, contudo, seria inviável. Com passagens pelo meio de campo, o jogador de 122 jogos com a amarelinha dificilmente conseguiria vaga na posição, porque encara a concorrência de grandes nomes, mais jovens e mais intensos, como Bruno Guimarães, Lucas Paquetá, Philippe Coutinho e Fred.

Daniel deixou a desejar quando testado defensivamente –Lucas Figueiredo/CBF

É preciso ser justo e dizer que o lateral não deixou cair o nível enquanto teve a bola, mas sofreu no momento de marcação, principalmente pela falta da intensidade física que o acompanhou durante a carreira. Arriscar pode ser doloroso. Faltam menos de 300 dias para a Copa e, nesse meio tempo, Daniel Alves pode adquirir ritmo de jogo ou ainda ver a idade ser um ponto mais negativo.

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