Criticado, Dani Alves mantém moral com Tite antes de 122º jogo pelo Brasil


BELO HORIZONTE – O jogador com mais títulos na história do futebol não é mais unanimidade na seleção brasileira. Depois de anos sendo posto como um dos melhores laterais do mundo, Daniel Alves, aos 38, hoje é motivo de críticas ao treinador quando convocado – e se é escalado, as contestações são mais barulhentas. Tite, porém, demonstra confiança no experiente atleta e banca a sua vaga no elenco. Tendo em vista a ausência de Emerson Royal, expulso contra o Equador, ele naturalmente será titular e fará seu 122º jogo com a amarelinha, contra o Paraguai, nesta terça-feira, 1, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. E o grande voto de confiança veio com a faixa de capitão destinada ao veterano.

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Desde a sua estreia em 2006 sendo frequentemente lembrado nas convocações da seleção brasileira, Daniel vê este ciclo para a Copa do Mundo de 2022 como uma “última dança”. Em número de jogos pelo time nacional, o lateral está atrás apenas de Roberto Carlos, com 132 aparições, e Cafu, com 150. O atual jogador do Barcelona venceu pelo Brasil duas Copas América (2007 e 2019), duas Copas das Confederações (2009 e 2013) e a medalha de ouro nos Jogos de Tóquio, em 2021.

Sem brilho e fases notáveis nos últimos anos, tem sua convocação ao Brasil vista como injusta por parte da torcida e da imprensa. E demonstra incômodo com o assunto. Questionado sobre ter privilégios com Tite, negou: “Sempre me vi dentro da seleção brasileira, com opções e com chance. Não porque sou ‘queridinho’ ou sou jogador que acumulo muitos jogos, mas pelo comprometimento, disciplina, caráter, entrega”, disse o lateral-direito em coletiva de imprensa.

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A qualidade técnica inegável e o excelente relacionamento com a comissão técnica e o elenco se mantêm – como ficou claro no treino da última segunda-feira, 31, com muitas brincadeiras e descontração. Quanto à condição física, o lateral afirmou: “Sou um jogador que, por sorte e estilo de jogo, não tive muitas lesões, então isso joga a meu favor. O resto é trabalho. Futebol não é diferente de nenhuma profissão”.

Entretanto, no empate por 1 a 1 com o Equador na última quinta-feira, 27, a atuação não foi das melhores. Inseguro defensivamente e em uma rotação abaixo dos demais, fez partida fraca ao entrar para ocupar a lateral após a expulsão de Emerson Royal.

Daniel Alves entrando em campo de treinamento –Guilherme Azevedo/Placar

Em fase de readaptação, depois de alguns meses afastados dos campos, Daniel parece estar reencontrando o ritmo. Com moral, recebeu a faixa de capitão para enfrentar o Paraguai e correspondeu no último treino. Atuando como lateral construtor, mais por dentro, se aproximou dos volantes e meio-campistas para criar e não chegou muitas vezes próximo à linha de fundo adversária. Bom com a bola no pé, teve taxa de acerto elevada em cobranças de faltas e demais bolas paradas.

Mesmo assim, Daniel Alves é um assunto delicado entre torcedores da seleção. Após uma passagem aquém do esperado pelo São Paulo e com uma saída conturbada, o jogador chegou a ficar sem clube por alguns meses (momento em que foi “ignorado” por Tite na convocação). No fim do ano passado, voltou ao Barcelona, clube no qual construiu uma história com diversos títulos ao lado de nomes como Lionel Messi, Andrés Iniesta e Xavi Hernández, atualmente seu treinador no clube catalão. Uma mostra da longevidade de um jogador que busca, aos 38 anos, provar que ainda merece um lugar na seleção pentacampeã do mundo.

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