Bastidores: jornalista revela uma das reclamações de Maicon à direção do Grêmio antes da rescisão


Saída de Maicon do Grêmio voltou a ser repercutida recentemente por uma fala do próprio volante

Comentando sobre as características dos jogadores que permaneceram no Grêmio para 2022, principalmente do meio de campo, o comentarista e jornalista da Rádio Gaúcha, Alex Bagé, citou novamente a saída de Maicon no final do ano passado e deu bastidores do atrito que o jogador teve com a direção.

Segundo o comunicador, Maicon, com o clube já afundado na zona do rebaixamento e ainda comandado por Felipão, conversou com a direção alegando que a mudança no estilo de jogo prejudicaria o futuro da equipe:

“A saída do Maicon, que agora anda dando algumas entrevistas e estão saindo pitadas de coisas que ele não tinha falado, gerou um atrito grande. Ele chega internamente e diz pra direção do Grêmio, na época do Felipão: ‘Do jeito que querem jogar, não temos característica para fazer, vai mudar tudo’. E ali se entregou pro Maicon uma rescisão do tipo assim: ‘Maicon, chega de tumulto, vai embora e segue o jogo’. E o Grêmio continua com jogadores assim, mas garotos. De repente é o momento de pensar diferente”, disse Bagé.

Confira a partir de 39:30 do programa Sala de Redação:

O que Maicon disse novamente sobre o Grêmio?

Na semana passada, o volante concedeu entrevista ao programa Os Donos da Bola, da TV Bandeirantes, dando detalhes do desentendimento com a direção e reconhecendo que foi “mandado embora” do Grêmio:

“Na real, foi uma situação que na minha saída eu estava bem chateado pela maneira como foi. Eu tinha uma lesão que estava me atrapalhando bastante e as pessoas do clube sabiam. E sabiam o meu comprometimento lá, porque tinha vezes que eu chegava de manhã e saía à noite pra tentar ajudar. O time estava mal. Meus colegas falavam: ‘Pô, a gente precisa de ti, vamos jogar’. E eu ia. Mas me atrapalhava, porque eu voltava de lesão e já emendava, jogava machucado e agravava mais. Mas comigo não tem conversinha, os caras me mandaram embora. Debati situações que eu não concordava no momento do clube. E eu fui bem firme nas minhas colocações. Tinha sete anos de casa. Falei coisas que acabaram não gostando. Mesmo machucado, eu ia até o fim com o time”, disse Maicon, para depois terminar:

“Eu cobrava, porque o nosso clube brigava sempre pra ser campeão. Sair da parte inferior da tabela é mais difícil. Grêmio não está acostumado com isso. Outros times disputam o campeonato pra escapar. Nós não. Eu cobrava. A gente acabou se desentendendo e acarretou na minha saída”.

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