Richarlison, Firmino, Arana… os “excluídos” com risco de não ir à Copa


Na primeira convocação de Tite em 2022, nesta quinta-feira, 13, alguns jogadores ganharam motivos para ligar o sinal de alerta sobre a Copa do Mundo. Nomes como Richarlison, Roberto Firmino e Guilherme Arana ficaram de fora da lista de 26 atletas para as partidas contra Equador, em 27 de janeiro, e Paraguai, em 1º de fevereiro, pelas Eliminatórias, e verão concorrentes diretos com novas oportunidades de impressionar o treinador da seleção brasileira.

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Com o Brasil já classificado para o Mundial do Catar, Tite pode aproveitar um pouco do calendário desta temporada para fazer testes e encontrar soluções em áreas do time que ainda não estão totalmente definidas. É o caso do ataque, onde vários nomes competem por basicamente cinco vagas – contando que Neymar, não convocado nesta quinta por lesão, já tem cadeira cativa.

Chama atenção a maré de azar de Richarlison. Destaque da seleção na conquista do ouro olímpico em Tóquio no ano passado, o atacante do Everton, da Inglaterra, chegou a brincar com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, durante a premiação: “ano que vem é no Catar, hein, careca”. A confiança de estar no grupo, que parecia justificada na ocasião, agora dá lugar a incertezas.

Os problemas para o “Pombo” começaram em agosto do ano passado, logo após a Olimpíada, quando a Premier League não liberou seus jogadores para a convocação da seleção brasileira e ele foi cortado. Já nas três listas seguintes, incluindo esta última, o atacante ficou fora, sempre sofrendo com lesões e falta de ritmo. Enquanto isso, viu nomes como Gabigol, do Flamengo, e Matheus Cunha, do Atlético de Madrid, receberem minutos e ganharem elogios de Tite.

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Firmino é mais um que tem perdido espaço na seleção –Ivan Pacheco/VEJA.com

Firmino se encontra em situação parecida. Antes um nome certo em qualquer convocação da seleção, o atacante tem perdido espaço. Também sofreu com problemas físicos no ano passado e viu sua condição de titular absoluto no Liverpool acabar com a ascensão do português Diogo Jota, que foi o preferido do técnico Jürgen Klopp em jogos importantes. Na última convocação de 2021, ele chegou a ser lembrado, mas uma lesão obrigou seu corte.

Guilherme Arana, por sua vez, não foi chamado nesta quinta mesmo com Renan Lodi fora da briga – o lateral do Atlético de Madrid não teve sua convocação considerada porque não se vacinou contra Covid-19, segundo Tite. Os escolhidos do treinador para a posição foram Alex Sandro, da Juventus, da Itália, e Alex Telles, do Manchester United, da Inglaterra. A concorrência é pesada para o lateral do Galo, outro que se destacou nos Jogos Olímpicos em 2021.

Já outros nomes que não apareceram na lista não têm tantos motivos para se preocupar. O lateral direito Danilo, da Juventus, é homem de confiança de Tite, mas está machucado. O zagueiro Lucas Verissimo, também lesionado, foi muito elogiado por suas atuações pela seleção no fim do ano passado. E Neymar, é claro, é indiscutível, contanto que tenha condições físicas.

De qualquer forma, o tempo está correndo, e Tite terá poucas oportunidades mais para definir seus 23 ideais em busca do hexa. Depois dos jogos com Equador e Paraguai, o Brasil fecha as Eliminatórias contra Chile e Bolívia em março, e terá mais cinco amistosos – distribuídos entre maio, junho e setembro – antes da convocação final. A Copa do Mundo do Catar começa em 21 de novembro.

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