CBF: novo chefe de arbitragem já fez ameaça inesperada a jogadores


Alício Pena Júnior vai suceder Leandro Gaciba no cargo de novo chefe da Comissão de Arbitragem da CBF

O ex-árbitro Alício Pena Júnior foi oficializado como o novo chefe da Comissão de Arbitragem da CBF. Ele chega para substituir Leonardo Gaciba, demitido nesta sexta-feira (12). A carreira de Pena Júnior, entretanto, é marcada por polêmicas.

Em 2013, ele ameaçou dar cartão amarelo para os 22 jogadores escalados como titulares, na partida entre Flamengo e São Paulo, válida pelo Brasileirão Série A daquele ano.

Uma manifestação do Bom Senso FC (movimento dos jogadores que cobrava melhores condições de trabalho) previa que o jogo fosse iniciado e todos os atletas cruzassem os braços sem se mexerem. Entretanto, isso não ocorreu.

“O que foi colocado é uma ditadura, mas a gente é mais forte que isso. Ameaçaram os 22 jogadores em campo de tomar amarelo. Isso não existe na regra”, declarou Elias, então meio-campista do Flamengo.

Devido à ameaça, os times optaram por “driblar” a advertência e ficaram trocando passes por mais ou menos um minuto, sem que qualquer lance mais perigoso fosse criado.

“Se retardam o início do jogo, eles poderiam tomar cartão amarelo, mas com a bola rolando podem fazer o que quiserem”, explicou o então comentarista de arbitragem Leonardo Gaciba.

Assista ao protesto no vídeo abaixo:

Ameaças a goleiro

As ameaças do novo chefe de arbitragem da CBF, contudo, não param por aqui. No livro em que conta o título da Copa do Brasil, do Sport, conquistado em 2008, o ex-goleiro Magrão disse que foi ameaçado pelo Pena Júnior. Isso ocorreu na partida contra o Vasco.

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“Após a cobrança errada de Edmundo, o árbitro veio até mim e me pressionou. Disse que, se eu pegasse um pênalti, ele mandaria voltar. Alegou que eu saía antes na bola, o que não era verdade”, contou.

Afastamento e polêmica em clássico

Alício Pena Júnior parou de apitar em 2013, mas desde 2009 não trabalhou mais nos clássicos entre Cruzeiro e Atlético-MG.

Na última aparição, uma falta não marcada de Léo Fortunado em Carlos Alberto gerou reclamações dos torcedores e, mais tarde, dos presidentes dos dois times.

O então presidente do Galo, Alexandre Kalil, chamou o ex-árbitro de “ladrão” e disse que havia uma “quadrilha” na arbitragem da Federação Mineira de Futebol. Além disso, pediu que o novo chefe da CBF fosse banido.

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Posteriormente, o então presidente do Cruzeiro, Zezé Perrella, disse que a arbitragem fez média com o Atlético-MG.

Blog especializado questiona comportamento do novo chefe da CBF

O comportamento de Alício Pena Júnior também é questionado. Em texto publicado no blog “Tribuna do Apito”, o ex-árbitro é considerado “antissocial” e “inflexível”.

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