Papo Lendário #226 – A Poesia Mélica


Nesse episódio do Papo Lendário, Leonardo entrevista a Professora Giuliana Ragusa (professora de Língua e Literatura Grega da Universidade de São Paulo), sobre a poesia mélica.

Conheça a poesia mélica (ou lirica), entenda o motivo desses nomes, e qual a relação com mitologia grega. Conversamos sobre quem foram os 9 poetas líricos mais famosos da Grécia Arcaica.

Esse Papo Lendário foi baseado nos diversos trabalhos da Professora Giuliana, principalmente o livro “Lira Grega” que você pode comprar por aqui

— EQUIPE —

Pauta, edição: Leonardo
Locução da abertura: Ira Croft
Host: Leonardo
Participante: Giuliana Ragusa

— APOIE o Mitografias —

— LINKS —

Contatos do convidado:

Academia.edu
Vídeo sobre poesia mélica com a Profa. Ragusa
Lira Grega – Antologia de Poesia Arcaica
Hino a Afrodite e outros poemas

— Agradecimentos aos Apoiadores —

Alan Franco
Alexandre Iombriller Chagas
Aline Aparecida Matias
Ana Lúcia Merege Correia
Anderson Zaniratti
André Victor Dias dos Santos
Antunes Thiago
Bruno Gouvea Santos
Clecius Alexandre Duran
Domenica Mendes
Eder Cardoso Santana
Eduardo Oliveira
Everson
Everton Gouveia
Gabriele Tschá
Jeankamke
Jonathan Souza de Oliveira
Leila Pereira Minetto
Lindonil Rodrigues dos Reis
Marcia Regina M. Garcia
Mateus Seenem Tavares
Mayra
Patricia Ussyk
Paulo Peiker
Rafael Resca
Rafa Mello
Rosenilda A. Azevedo
Surya Namaskar
Talita Kelly Martinez
Willian Rochadel

— Transcrição realizada por Amanda Barreiro (@manda_barreiro) —

[00:00:00]
[Vinheta de abertura]: Você está ouvindo Papo Lendário, podcast de mitologias do projeto Mitografias. Quer conhecer sobre mitos, lendas, folclore e muito mais? Acesse: mitografias.com.br.
[Trilha sonora]
Leonardo: Muito bem, ouvinte. No Papo Lendário de hoje, vamos focar na cultura grega, ir além só da mitologia, pois falaremos da poesia lírica. Quem já pesquisou um pouco de Grécia Antiga já deve ter ouvido esse, termo, mas hoje vamos explicar o que realmente é, quem são os poetas e também as relações com os mitos gregos. E, para isso, hoje eu estou com uma convidada, ela sim que entende do assunto, já tem obras publicadas sobre o tema: é a professora Giuliana. Professora, pode ficar à vontade para se apresentar para os ouvintes.
Giuliana: Boa noite a todos, então, que nos ouvem. Meu nome é Giuliana Ragusa, sou professora de língua e literatura grega, professora associada a nível docente na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Estou aqui hoje para falar, então, da lírica. E agradeço muito o convite do Leonardo.
Leonardo: A gente que agradece, os ouvintes vão ficar felizes de a gente se aprofundar mais. E esse nome não é tão estranho, pelo menos quando você pesquisa a Grécia Antiga. Você até encontra, mas você tem outros nomes, mas é interessante a gente dizer, mostrar o que é em si essa poesia lírica.
Giuliana: A poesia lírica rigorosamente no sentido antigo do termo, que começa a circular na época da Biblioteca de Alexandria, digamos lá pelos 200 antes de Cristo, é a poesia que se define pura e simplesmente como a canção para performance ao som da lira em modo solo ou coral e, no caso da canção coral, com a dança e associação à lira de outros instrumentos. Essa poesia era nomeada por um tempo mais antigo, que é mélica. Mélica é uma palavra que os ouvintes, se curiosos buscarem nos dicionários, não vão encontrar, porque eu estou apenas dizendo em português a palavra grega. Mas embora mélica não existe, existe o substantivo; não exista na nossa língua, sobrevive na nossa língua o substantivo melos, que é um sinônimo de meliqué – melos, que significa canção. Sobrevive no nosso vocabulário ligado justamente à dimensão que na transmissão, Leonardo, se perdeu, que é essa dimensão da música. Então a palavra melos ficou: melodia, por exemplo. Ficou nesse nosso léxico. Então lírica rigorosamente é um nome que vai aparecer posterio…


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.